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I.M.possible Future :: Breaking the habit (I)

  • Foto do escritor: maria-tudo
    maria-tudo
  • 5 de jun. de 2023
  • 14 min de leitura

Atualizado: 30 de abr. de 2024



Postal Circular Nº 45 | collage 5 peças | 2014

Frase bilingue é parte integrante do verso do postal:


Fios farpados - pontos de retenção ou pontos de descolagem - Tu escolhes.

Barbed strings - retention points or take-off points - You choose.



:: Intro


I.M.possible Future encaminha-se para a triagem civilizacional decisiva,

mas não sem a cura do passado, sem a qual não há espaço . . . no tempo,

espaço sem o qual não existe movimento na terceira dimensão,

dimensão em que a humanidade se acomodou em retenção,

retenção que é ponto de partida para a próxima Estação.

::


Um movimento que eu necessite iniciar por imperativo interno, por mais que eu o adie, mais cedo ou mais tarde irá impactar-me pela via externa, trazendo-me elementos ilustrativos e impulsionadores desse movimento. Não se trata de ser autora do movimento perante os outros. Trata-se de saber quando tenho de transpor uma PONTE, cujos ponto de partida e ponto de chegada se situam primeiramente em Mim - Ser, Casa, Família, Nação - em cada partícula do micro-cosmos no macro-cosmos que não pode deixar de me tocar e que eu não posso deixar de tocar, enquanto corpo-alma-espírito humano terrestre. Nessa Presença esférica unindo as esferas entre o Céu e a Terra, o que se opera em Mim opera-se no TODO, como parte da Lei do Serviço e do Desígnio, não da Lei do Carma ou da Atracção.


Nessa sintonia consciente, ao longo dos anos e de forma acentuada no presente, passei a observar em que medida a minha Atenção é consequente, realçando e fazendo coisas acontecer, deixarem de acontecer, avançarem, suspenderem, retomarem, na proporção dessa Atenção qualitativa em variáveis de vibração e/ou radiação. Não é uma manipulação, pelo contrário, a acção é sentida mais como inata do que intencionada, ou seja, onde a Atenção é INata, a intenção consciente torna-se um obstáculo ou uma redundância. Sentindo de que núcleo de Ser provém uma e outra, evidencia-se que a acção é resultante de um aumento de precisão e exactidão a partir do nível supra-consciente, emitindo em Ondas Esféricas.


Seja em que nível de consciência este movimento esteja a acontecer em cada ser humano, consoante a etapa evolutiva em que se encontre, o ponto em comum observável à escala planetária é literal e simbolicamente equivalente à LIMPEZA QUE PÕE ORDEM NA CASA - psico-física-emocional-mental, doméstica, nacional. Ao nível das massas, assume-se como o que a minha psicoterapeuta em 2000 no Brasil chamava à terapia, FAXINA GROSSA, isto é, a primeira triagem à 'dispensa psíquica' para remover tudo, limpar e restaurar o espaço, verificar datas de validade dos conteúdos, repor o que está válido e descartar/reciclar o que passou da validade. Para aqueles de nós que aqui estão sob o desígnio de abrir caminho, assim equipados à priori e com mais etapas percorridas à posteriori, a triagem individual-civilizacional tende a assumir-se como FAXINA FINA, que venho sentindo e descrevendo como membrana micro-filtrante, que retém as últimas impurezas antes de se obter água purificada. Neste estágio, não deixo de ver e sentir os impactos da faxina grossa, ao contrário, sinto o contraste brutal, mas sinto também que a maior sensibilidade não é uma fraqueza, é antes uma força, que não combate nem se defende, mas é guardiã irreversível e incontornável da Pureza, formando um campo impenetrável às forças involutivas, não que estas não tentem penetrar, mas os seus métodos, regidos por outras leis, deixam de funcionar, tornando-as inertes ou transmutando-as também elas em guardiãs, que é afinal o seu potencial oculto. Para isso, uma atitude imparcial face a elas potencializa-as neste sentido.


::


Devido ao tipo de impactos que se sincronizaram desta vez, vai parecer que esta mensagem é dedicada a Portugal, e é, no perímetro mais próximo como referi acima, mas como nada nesta nação foi criado para ser menos do que tudo e todos, estende-se a todos os seres e a todas as nações, como sempre.


E como nunca, irei tocar numa área que nunca me atraiu na vida mas que agora está a entrar por mim adentro arrancando de mim uma voz que se quer escrever e INscrever.


Não sou cativa de discursos prontos nem de qualquer posição de teor ideológico. Mas sou atraída por palavras vivas que penetram a inércia, implodindo hábitos pela ignição da nota de Verdade que ressoa na Alma do Mundo, por sua vez vivificada na alma lusitana como corporificadora do espírito presente no coração das nações, enquanto manifestações de um desígnio original desde a sua fundação. Falo de nações, não falo de estados. Nações não foram criadas para dividir mas sim para cumprir funções vitais distintas, tal como os órgãos cumprem num corpo. Este paralelo corpo-nação evoca "código genético" como Código Interno, na sua componente supra-física a par da física, invocando o Código de Conduta na base de todos os corpos-nações pertencentes a um mesmo organismo terrestre, a fim de revitalizar as funções individualizadas rumo a uma autêntica síntese universal.


Esta mensagem foi iniciada em princípio de Maio, retomo-a mais de um mês depois do que a impulsionou, publicando as continuações à medida que as escrevo.

Para já, o título do segmento que se segue.


(segmento abaixo publicado em 10 Junho 2023, Dia de Portugal)


:: Medo = o hábito de não-Ser


:: impacto 1 ::


Em meses recentes fui reparando no surgimento recorrente de vídeos de um canal pertencente a um partido político português. Abrindo um ou outro, percebe-se rapidamente que a figura que o lidera não passa despercebida no parlamento. Fui captando o que o move, detectando verdades inconvenientes para as maiorias e minorias habituais e percebendo o papel que ele tem no panorama político português. A seguir, num trajecto usual, vi um cartaz enorme do mesmo partido e seu líder com a frase "PORTUGAL PRECISA DE UMA LIMPEZA", apresentando em fila aqueles que se propõe limpar. Quem sabe é esta figura que irá produzir uma viragem, pensei. Claramente ele desaloja a inércia instalada pelo comodismo habitual, desde a apatia do eleitorado às ideologias intrínsecas e extrínsecas do sistema partidário, uns e outros hoje agudamente influenciados e polarizados pela programação neuro-linguística das elites globalistas ao serviço da matriz de controlo.


O que veio a seguir ilustrou bem esse panorama. No dia comemorativo dos 49 anos da revolução de 25 de Abril de 1974, que pôs fim aos 48 anos do anterior regime autoritário autocrata, alguém no poder teve a ideia de convidar o actual presidente brasileiro para a cerimónia no parlamento. Um tal convite inapropriado para essa data e seu significado, tendo em conta o histórico político desse presidente e a reacção indignada que a sua re-eleição causou, quer no Brasil quer em Portugal - do lado de cá evocando um anterior líder governamental português (2005-2009) com semelhanças de histórico - desencadeou um posicionamento e movimento declarados por parte daquele partido e seus seguidores, dentro e fora do parlamento. Lamentavelmente, as palavras de ordem manifestadas não foram edificantes num sentido elevado, mas mais uma vez aquela figura assumiu o papel que toda a classe política portuguesa se nega assumir, porque ninguém de uma ponta à outra do espectro político se quer comprometer ao aliar-se explicitamente a essa figura considerada inconveniente.


Dada a minha ligação ao Brasil pela família que constituí, diante desse evento,

senti o dever de enviar aos filhos lá residentes um esclarecimento devidamente contextualizado, para que possam manter-se lúcidos e posicionar-se com conhecimento de causa, acima de identificações ideológicas potencialmente tendenciosas. Devo dizer que também eu me indignei, não só com a re-eleição do actual presidente brasileiro como pelo facto dele sequer poder voltar candidatar-se a um cargo dessa estatura, para o qual está demonstradamente aquém, e que só um imaturo eleitorado massivo pode eleger, para muitos não como sendo o candidato ideal mas o candidato 'menos pior' dentro das opções disponíveis, tendo em vista remover a qualquer custo o presidente anterior, o qual também nunca terá sido ideal, mas sabia-se que tinha como mandato interno pôr um travão ao avanço globalista, revelando-se também aquém.


Eis o tipo de postura que jamais pude assumir como 'eleitora'. Creio que em toda a minha vida no total só devo ter votado umas três ou quatro vezes. Nunca sentindo uma ressonância com nenhum candidato, essa ideia de 'voto útil', não para eleger alguém mas para retirar alguém ou impedir que alguém seja eleito, não é uma opção para mim. Além de indignante, é um tédio. Talvez visse o acto eleitoral de outro modo se o voto em branco tivesse uma validade real, exprimindo que NENHUM candidato é elegível e sendo contabilizado como tal, conduzindo à reforma do sistema. Por isso, uma tal mudança na Constituição exige uma coragem e um sentido de responsabilidade de alto calibre, não só por parte de políticos mas por parte de todo o eleitorado como uma capacitada força governante contínua. Mas o medo ainda domina um povo que receia um vazio de poder governante, pois a apatia e a inércia impedem-no de assumir responsabilidade. Mesmo nesse meu distanciamento da política, nunca esqueci do alarme que disparou em mim diante da veemente propaganda eleitoral daquele anterior líder socialista português em 2005, solicitando ao eleitorado uma maioria absoluta como condição para governar. Esta viria a revelar-se a ambição e condução constantes do partido socialista português até hoje, reforçando o hábito evocador da autocracia, de que a dita 'direita' tem a fama, mas a dita 'esquerda' tem o proveito.


Diante disso, não é de estranhar que o líder inconveniente daquele outro partido seja rotulado de 'extrema direita'. A comprovar como os mass media acentuam este ciclo vicioso, eis um episódio digno de registo. A caminho de uma loja com produção hortícola no local, passei por dois agricultores trabalhando na terra, um dizendo ao outro "Aquele gajo do Chega", e o outro completou dizendo o nome, "não sei como ninguém lhe dá um tiro", continuou ele, "o gajo é extrema direita". E não são os únicos a repetir esta definição introjectada, já a ouvi de um membro da minha família que também segue religiosamente o telejornal oficial. Como disse recentemente a um outro membro da família ao partilhar uma peça pertinente em vídeo, para se aproveitar o contributo dessa figura e seu partido e reconhecer a pertinência do seu papel independentemente das inclinações do mesmo, é preciso estar livre de qualquer identificação ideológica.


Então, coloca-se a pergunta: Eu votaria nessa figura e seu partido como candidato a líder governamental? A resposta a esta pergunta ficará auto-evidente.

Comecei por consultar o site desse partido, coisa que nunca fiz antes na vida, e entre os títulos constantes na primeira e principal secção do menu, escolhi a área que mais me toca como fundamental - Educação - ali abordada na vertente "Reforma do Ensino - PDF". Na altura, não foi preciso ler tudo para identificar os traços, nem é aqui o objectivo fazer uma análise exaustiva da proposta. Mas se tenho de me posicionar e oferecer o olhar de quem traz as memórias do Futuro dentro de Si, o que emerge de imediato é que nem sequer se concebe Educação, assim como Saúde, nas mãos de políticos, numa comunidade humana que já terá alcançado uma maturidade em auto-consciência autónoma que já não delega decisões dessa relevância em entidades externas e alheias a si, mas antes toma decisões próprias e conjuntas que sustentam e desenvolvem a auto-consciência evolutiva em toda a comunidade humana.


Estou ciente de que dificilmente irei ver isto reflectido em propostas de reforma do sistema administrativo governamental. Mas pergunto: a quem deve pertencer a iniciativa de estimular e apoiar projectos pioneiros autónomos, não regulamentados por uma administração central mas construídos em torno das autênticas necessidades educativas conducentes a esse tipo de comunidade humana? Enquanto a comunidade humana continuar à espera que essa iniciativa venha dos governos, não irá conheSer-se ao ponto de dar passos autónomos. Contentar-se-á com as pedagogias alternativas que, mesmo em escolas privadas, continuam subordinadas a regras do mesmo sistema oficial, o mesmo sistema que há décadas regula a saúde de crianças e jovens através de boletins de vacinas como condição de admissão. Condição que se estendeu a múltiplos núcleos da comunidade humana de forma ultra-amplificada desde 2020. O que se amplifica é o que pede revisão. Um sistema que põe limites fora do lugar ao mesmo tempo que pratica e promove abusos de autoridade por lei, é um sistema fora da Lei que caminha e aponta na direcção oposta à evolução da humanidade, em maturidade e autonomia. Não que o faça por mal à partida, mas, porque se quer auto-perpetuar nos mesmos moldes, fica permeável às infiltrações da matriz de controlo.


De volta à proposta de reforma do ensino, que agora me obriguei a ler por completo, ela não traz nada de NOVO à Educação, mas basicamente propõe-se pôr ordem na CASA nacional actual libertando o ensino de sobrecargas burocráticas e de infiltrações ideológicas. Esta seria uma acção válida se não fosse pelo retorno ao modelo conservador hierárquico-institucional, em que o "princípio da autonomia" lá mencionado retrocede aos traços rígidos de autoridade e penalização, colocando o professor acima e o aluno abaixo, o que no mínimo inverte a Ordem de Ser, pois sem alunos a escola não tem sequer razão de ser. Um foco no combate à indisciplina e ao desrespeito através do reforço da autoridade docente como norma institucional é uma estratégia arcaica focada nas consequências sem abordar a causa raiz secular da disfuncionalidade agora amplificada, demasiado tempo encoberta por repressão. Se o fizesse, descobriria que a autêntica Disciplina é sempre auto-disciplina e o autêntico Respeito é sempre auto-respeito, que não se confundem com repressão auto-imposta ou imposta por outros. Não é algo que se imponha de fora para dentro, mas emerge de dentro para fora diante do que verdadeiramente toca e estimula a essência no Ser.


E porque o meu percurso académico e o dos meus filhos só por si assim o ilustra, posso afirmar em verdade e sem injustiça que professores, como todas as pessoas nesta sociedade de aparências, não são, por definição, modelos a seguir, não só porque não estão todos necessariamente a exercer a função por vocação, mas principalmente por representarem um sistema de ensino arcaico, que passou da validade porque falhou em reconhecer e se adaptar às reais e dinâmicas necessidades educacionais no seu todo, tornando-se assim num imenso lastro de informação que já ninguém consegue carregar e muito menos ser avaliado em função do mesmo. Um corpo em vias de colapso de tão obeso de conhecimento desvitalizado acumulado, ora obsoleto por falta e recusa de revisão ora desnecessário e inadequado à multiplicidade individual e à presente etapa de evolução humana. Em verdade, um sistema de ensino constituído à imagem de revoluções industriais, fazendo de professores empregados em série e alunos futuros empregados em série, está fadado a falhar. E, novamente, ao insistir em perpetuar-se nos mesmos moldes basilares, fica permeável a outras infiltrações. Combatê-las é fazer parte do problema, não da solução.


O primeiro passo é reconhecer que falhou e porque falhou:

Falhou porque não soube Servir o Ser Integral


O segundo passo é reconhecer e deixar ir o que não é:


Educação não é instituição

Ensino não é sistema

Escola não é estabelecimento

Educador-educando não é subordinação


O terceiro passo é reconhecer e estabilizar o que é:


Educação é suporte à integralidade do Ser

Ensino é auscultação contínua para a aprendizagem dinâmica

Escola é todo o espaço de aprendizagem

Educador-educando é relação de mútua soberania


.


DON'T try to build back up by adding

Rigid structures WON'T break the habit, they'll reinforce it.

It WON'T STAND!


Instead, bring the

reviving the original true meaning of Respect.

Why does it still STAND?!


.


Professores que o são por dom e vocação, de quem também nunca nos esquecemos, nunca deixarão de o ser, mas terão de impulsionar a outra direcção. Há muito que venho apontando essa direcção, incluindo na família, onde também há professoras. O meu último alerta-sugestão, entre 2018-19, que foi no sentido do ensino doméstico como alternativa ao escolar que se estava a tornar desgastante, parecia já antecipar o que viria em 2020, em que o êxodo do escolar para o doméstico se acentuou, para muitos irreversivelmente e de forma mais gratificante. E isso ainda é só meio caminho . . .


A NOVA direcção é centrada no Ser e portanto na aprendizagem como dinâmica vital.

Não haverá mais lugar para passagem de conhecimento normalizado e avaliação da aquisição desse conhecimento normalizado, porque a aquisição de conhecimento normalizado não é e nunca foi o objectivo da aprendizagem. O conhecimento existe na sua multi-dimensão, está disponível e acessível a quem e quando for necessário, podendo ser facilitado por algum educador como ponte para a auto-revelação da sabedoria aplicada, que é singular em/para cada Ser. A auscultação da vocação e dos dons inatos é central na abordagem a cada Ser. Nesta dinâmica de Ser, há sempre lugar para o Encontro de dons e saberes entre educadores e educandos, onde houver vocação mútua para a aprendizagem singularizada, seja individual seja grupal. Não há fricção entre uns e outros, porque ninguém está impondo a alguém o que não lhe corresponde receber, gerando um genuíno respeito pela mútua soberania e uma disciplina proveniente de uma necessidade e de um interesse genuínos.


É um imenso alívio falar disto como uma realidade existente na próxima Estação IMpossible, totalmente possível aqui-agora. Só quem a sente e a reconhece pode dimensionar esse alívio e contribuir para manifestar esta realidade, não como mais uma 'reforma', mas como fruto de uma transmutação da consciência na comunidade humana.

É aqui que deposito o meu VOTO, não numa urna, não num partido, no inteiro indivisível.


Assim se começa a quebrar o hábito de não-Ser

e se abre caminho para o Futuro que se quer INscrever.


:: impacto 2 ::


(encontra-se na Parte II desta mensagem)


(segmento abaixo publicado em 10 Novembro 2023)


:: impacto 3 ::


Mais uma vez, uma condicionante WiX fez-me dividir esta mensagem em duas, como todas nesta sequência. Desta vez, porém, veio ao encontro do que já estava a sentir, que o impacto 2 faria mais sentido por inteiro numa Parte II, sem se desligar do seu fio condutor inicial. Do mesmo modo, o impacto 3 insere-se melhor no conteúdo desta Parte I, embora cronologicamente tenha sucedido pela ordem que numerei após Abril.


Na conjuntura 2020+ fui captando alguns canais portugueses que legendam vídeos de outras origens, os quais visito com o objectivo de oferecer a opção bilingue caso exista, não obstante reportar-me sempre ao original de cada peça partilhada. Numa visita a um desses canais, um vídeo indicava nos créditos um canal português que desconhecia, com título, logótipo e conteúdo orientados por portugueses para Portugal:



Neste fio condutor, senti que tinha de visualizar todo o conteúdo desse canal, por ordem desde o seu início, começando pela exposição da proposta que vai até ao vídeo 21 e seguindo a sequência que inclui conteúdos de terceiros e que na altura ia até ao vídeo 46 - no presente: 1 a 25, 26 a 55. Percebi então que essa proposta se alinha com movimentos específicos em curso na França e nos E.U.A., o primeiro destes especialmente clarificador para quem vive na Europa Ocidental. Visitei também o website que completa o conteúdo do canal com diagramas e textos.


A impressão que colhi foi mista. Por um lado é uma proposta válida orientada para o que poderia ou deveria ter sido o actual sistema se tivesse evoluído sem os desvios que o perverteram. Por outro lado, porque se trata ainda de uma etapa de transição para uma versão optimizada mas modelada por abordagens que aludem ao sistema conhecido, ainda que com novos agentes, não encontro nela o Futuro que trago em mim.


A mesma impressão mista colhi quando uma pessoa partilhou comigo a proposta Solaris, também esta originária da França, como se constata no seu canal original, cujo conteúdo visualizei.


Percebe-se que há mobilização na Europa e que há portugueses empenhados nesses movimentos rumo à mudança. Partilho estas referências para que sejam conhecidas e aprofundadas por mais pessoas, pois não deixo de ver nelas um passo em frente.

MAS, ainda são parte do "Looking Back ?" que ilustrei e exprimi no início da primeira mensagem desta sequência.


Outra impressão mista e ilustrativa desse olhar para trás emergiu perante dois dos cartazes da exposição celebrativa dos 50 anos da Universidade Nova de Lisboa, ainda patente no Paredão de Cascais, e que vi com alguma atenção em Setembro. A exposição é sequencial da esquerda para a direita, mas eu vi-a da direita para a esquerda, portanto vi o cartaz 5 antes do cartaz 4 e foi este último que me fez fotografar os dois, apenas esses dois. Porque, na sequência, o 5 parece responder à pergunta do 4, mas, no Olhar que me move, o conteúdo do 5 é o que temos atrás de nós, não à frente. As palavras do Futuro continuam a faltar, esta proposta apenas anota as palavras que a sociedade lhe está a apresentar prontas e toma-as como premissa auto-validada para a construção. Ou seja, o raciocínio é lógico-linear em cima das premissas, sem questionar as premissas, porque estas já passaram ao estatuto das "evidências indiscutíveis". Assim, a pergunta do 4 fica por responder, mas ninguém dá por isso, porque esse vazio já foi ocupado.



Excepto pela orientação do meu caminhar,

que ali reverteu a ordem, mantendo e expandindo a pergunta.


São as palavras que criam a realidade?


Adoptar conceitos como bases de construção, sem se auscultar se ressoam na Verdade inerente à Realidade Matricial, está presente em todas as esferas analíticas, especialmente as consideradas 'inovadoras'. E percebe-se o tipo de influências que orientam as novas gerações, onde o hábito de não-Ser ainda não foi quebrado . . .


. . . porque ainda não se abriram as Velas ao Vento . . .



:: Visão além palavras


Wind Sailing into the Future


Tatiana Plakhova, Complexity Graphics.

Thank you once again, for SEEing and creating RYAL inner-outer Visions of Future.

With this one, we come full circle.




I.M.

m.



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