Através do Tempo e do Espaço Além . . .
- maria-tudo

- 21 de jun. de 2025
- 21 min de leitura
Atualizado: 22 de jul. de 2025
banda sonora para a leitura (só som)
transcrições do livro
21 de Junho de 1944
ENCONTRO 60 (fragmento)
Mais tarde, durante a noite, estamos reunidas na cabana sem
conseguirmos dormir. De repente, Hanna sente a presença dos Anjos.
Apanhada de surpresa, não posso anotar senão uma pequena parte do encontro.
. . . Chegou ao fim o tempo do Mentiroso.
O poder que ele desejou -
e que lhe foi facultado -
ser-lhe-á retirado, de novo.
Ele quis o poder para si próprio,
e cobriu tudo de mentira.
Mas o que até agora era secreto,
será proclamado bem alto, à luz do dia,
e o poder ser-lhe-á retirado.
A mentira está a morrer,
os seus dias estão contados.
Foi ELE quem disse:
BASTA!
O FIM É COMEÇO.
OS DEMÓNIOS VOLTAM, DE NOVO, A SER ANJOS.
Escutai bem!
Tudo o que foi anunciado,
passa-se em vós próprios -
em vós próprios!
Pedi sempre!
Dai sempre!
E nada de mal poderá acontecer.
Tudo está consumado e tudo começa:
O ACTO NASCEU.
[...]
Quarta-feira, 21 de Junho de 1944
ENCONTRO 59
Hoje é solstício de Verão [...]
O pedido daquele
que não pede para si próprio,
chega ao Céu
e faz com que o Céu desça.
Assim, pode vir a Nova Terra -
que é Céu.
Assim a terra eleva-se um pouco
e esse pouco é suficiente.
A terra abandona a sua órbita
e entra num novo círculo.
As Sete Forças, sete braços abertos de par em par,
são os raios
que o novo círculo encerra.
AQUELE QUE PEDE PARA SI PRÓPRIO,
ENGOLE OS RAIOS.
AQUELE QUE JÁ NÃO PEDE PARA SI PRÓPRIO,
ESSE AGE.
A Nova Força é o ponto
a partir do qual a terra pode ser erguida.
A mudança não é compreensível -
a compreensão é fruto da terra.
A mudança não se sente -
a sensação é fruto da água.
A mudança só pode ser intuída.
A mudança acontece no espaço para além do espaço.
No espaço, além do espaço, podereis intuir
que a órbita da terra não cresce, mas decresce.
Pergunto-me a mim própria se isto quer dizer que
a terra se aproxima do centro dos centros: do Divino.
As asas dos Anjos e as sombras do diabo
tornam-se inúteis.
O Anjo deixou de voar - o Anjo age.
O Homem já não perde o seu tempo - o Homem dá.
O animal já não teme, é manso e vive sem medo.
A semente germina, já não é cega,
e a pedra brilha.
Nasceu o Novo, há muito anunciado.
Pedi sempre!
O vosso pedido cria, aqui em cima e aí em baixo.
O vosso pedido eleva a terra.
O novo Som começa a vibrar,
o Novo Sol vem aí,
agora, no momento em que a força do antigo sol
está no meio-dia,
agora, tudo começa.
O Sol está imóvel,
mas a terra voa
e encontra o seu Novo Sol.
É assim!
Hoje, é o momento da viragem.
HOJE - DE ETERNIDADE EM ETERNIDADE.
Ámen.
Estas últimas palavras são pronunciadas com uma tal intensidade,
que eu sou completamente absorvida pelo sentimento de que nós,
seres humanos, entramos numa nova época. Sinto que uma nova
fase da evolução humana está a começar.
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Notas Paralelas
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Exactamente uma semana antes, em 14 de Junho, fiz o que não fazia há bastante tempo, abri esse livro onde ele quis abrir-se. Ver a data 21 de Junho na página à direita, só por si, teve um impacto antecipativo, reforçado mal iniciei a leitura dessa página e continuei a ler os dois ENCONTROS completos abrangidos nas páginas abertas, neste caso na ordem inversa, constatando ainda a mesma data em ambos. Senti de imediato que não se destinava só a mim, mas que tinha de aguardar por essa data. Passados 7 dias, chegada essa data, ainda hesitei. Na madrugada seguinte acordei sem um motivo aparente mas com um ímpeto persistente. Ao procurar por este livro online nos meus marcadores, destacou-se o vídeo sonoro acima, já partilhado no passado.
Embora com atraso, a mensagem tomou forma no seu ponto de partida
e é publicada com a data que lhe corresponde - 21 de Junho de 2025.
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(Notas seguintes publicadas em 21 Julho 2025)
Na manhã de 1 Julho, pelas 07:40, coincidindo com o momento em que o Sol nascente incidia na estrela suspensa ao centro da janela - cujo movimento subtil, sem eu lhe tocar, projecta luzes do espectro arco-íris em direcções imprevisíveis em todo o aposento onde se situa o meu posto - nesse dia, e só nesse dia, testemunhei esta incidência sobre o local onde se encontra pousado o livro desde que fiz a transcrição acima. Assim, como quem sublinha com Luz. Registei em Silêncio, como confirmação e chamado a continuar em Julho.
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"Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida."
Eis a Origem e o Destino do Ser Humano, a sua Matriz, individual e civilizacional,
através do Tempo e do Espaço Além . . . das Eras e dos Ciclos Terrestres.
"Mentiroso" é todo aquele que nega a sua Matriz como base existencial.
Nessa negação, o seu poder não É Poder, o seu acto não É Acto.
Não Sendo, o que o lhe foi dado pode ser-lhe retirado.
Ser, implica re-conheSer as próprias Raízes,
assim na Terra como no Céu.
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Em 21 Abril 2024, tive um sonho D+ com elementos perturbadores,
que não tiveram um efeito perturbador em mim mas antes solicitaram de mim um Acto:
De uma coisa alusiva a ovo, embora sem essa forma exacta, e num tamanho equiparável ao de ovo de tartaruga, vejo que está prestes a chocar/sair alguma criatura, que seria de esperar proporcional ao tamanho do ‘ovo’. Mas eis que, estranhamente, sai uma cabeça de serpente enorme seguida do seu grosso corpo ondulante e seus padrões de desenho, mas, novamente estranhamente, um corpo mais curto do que seria de esperar para o tamanho e volume da cabeça. Mal sai, a serpente segue para o aposento ao lado onde implicitamente estão membros da família humana D+. De onde estou, aviso-os em voz alta e saio sem perder tempo à procura de um recipiente para a colocar dentro fechada, apercebendo-me que é grande demais para caber em qualquer recipiente que me ocorra encontrar. Então, a instância seguinte vai além dessa linearidade, dirijo-me agora a uma casa, que parece fazer parte da mesma propriedade onde me encontro, e de imediato uma criança, minha conhecida no sonho, faz deslizar uma pequena portinhola a fechar a entrada . . . para que eu use a chave que me é entregue para a abrir. Num paralelo, alguém da mesma família comenta sobre medidas a tomar em relação a essa inesperada e desproporcionada criatura. Seguem-se elementos que reservo e elementos que me escaparam. Mas, ainda nesta sequência onírica, vejo surgir legendas, como que numa tela/ecrã, como se estivessem a ser escritas em tempo real à minha frente para eu ler, num idioma que não sei ler mas sentindo como se a qualquer momento fosse ser habilitada a ler pelo desvelar de um saber interno, e finalmente identifiquei uma palavra: “YUGA”.
Foi a segunda vez que esta conhecida palavra foi evocada numa recepção interna. Em 2015, foi a primeira anotação no meu Registo D+ iniciado nesse ano, na altura também partilhada na página 1 do Círculo 10. Esse foi o ano em que a minha exteriorização se iniciou e intensificou via meu website, completando agora 1 ciclo de 10 anos.
Pela manhã, após anotar o sonho, quis pesquisar essa palavra para ver o que surgia desta vez. O olhar ficou retido no primeiro resultado ao reconhecer a fonte editorial, e foi o único que abri. O link do artigo/site já não existe, mas tinha guardado o PDF. Mais recentemente encontrei o mesmo conteúdo traduzido e lido em inglês pela própria autora Portuguesa em vídeo. O artigo oferece uma visão de enquadramento do ponto em que se encontra a Humanidade na Terra. Adianto e registo aqui a introdução e os dois últimos parágrafos:
Kali Yuga - A Lei dos Ciclos "A Terra está actualmente na Era de Ferro, Idade das Trevas ou Kali Yuga, que é, na generalidade, o período de maior densidade dentro de todos os Ciclos das Eras Cósmicas, em que todas as Eras têm a sua finalidade e propósito. Sendo a Era que estamos a atravessar a do Kali Yuga, o período mais denso de todos os ciclos, e o que causa maior sofrimento à humanidade, indica-nos que estamos a atingir uma situação de limite, e que nos aproximamos felizmente do ponto de saída (ainda que no nosso tempo-Terra esteja longe de acabar), onde se torna necessário voltar à fonte da vida. Segundo o Bhagavata Purana, esta é uma Era de degradação humana, cultural, social, ambiental e espiritual, por isso é referida como Idade das Trevas, por a maioria da humanidade se encontrar longe da espiritualidade e de Deus. A essência do Kali Yuga é a causa do afastamento entre o homem e a natureza e de toda a devastação do mundo moderno, levando à perda de contacto com a ordem cósmica, onde a mente da humanidade se fixa nos elementos mais densos e materiais da realidade. É uma Era onde dominam as guerras, os vícios, a ignorância, e que se encontra destituída de todas as virtudes. Os líderes que governam as nações são violentos, corruptos, exploradores dos seus povos, tornando-se deste modo num mundo pervertido, onde impera o caos, a fome, as doenças, a destruição, o egoísmo desmedido, o materialismo, a maldade e a falta de respeito do Homem pelo seu semelhante." [...] De facto, as Profecias são feitas com base em advertência à Humanidade, visto que se o homem seguir um caminho antinatural, de violação das Leis Cósmicas e Divinas, sujeita-se a obter colheitas dolorosas. Na verdade, o homem é o maior causador de todos os cataclismos, por não tomar consciência das suas acções, e contaminar constantemente os níveis de recursos que o Planeta tem, que são a maior causa dos cataclismos, terramotos, furacões e outros processos destrutivos. O Homem tem sido o motivador principal dos terríveis acontecimentos que estão em curso, pelo drenar desmedido do gás natural da Terra, por desviar os cursos de água, e pela extracção descontrolada do petróleo. Por isso as Profecias são sempre condicionadas, porque se o Homem não se opuser ao mau caminho que leva, irá acontecer-lhe isso e muitas outras coisas. O que quer dizer é que, se o Homem corrigir os seus passos e andar neste mundo correctamente, no tempo em que está anunciada uma desgraça, e o facto de ela não acontecer, não indica que o Profeta falhou, mas que a Profecia teve efeito e a humanidade corrigiu o que estava errado. Os próprios profetas dizem que as profecias não são definitivas (caso de Saint Germain), pois depende do homem mudá-las e nada acontecer, devido ao seu bom comportamento. As crises geradas pelos homens subsistem para que eles as curem, sendo que tudo está na mão do Homem e é mutável . . . " |
Muito recentemente, apercebi-me de alguém mencionar o termo "ovo de serpente". Ao pesquisar, encontrei outras menções recentes, tendo implícito o seu significado bíblico-metafórico de prenúncio do mal, que no século 20 foi associado ao perigo de início de certos regimes totalitários, e no século 21 vem sendo associado ao perigo de retorno dos mesmos. Dir-se-ia que essa noção foi introduzida na esfera mental terrestre (Noosfera), mas nada disso me surgiu na altura do sonho, altura em que tive o cuidado de o reservar, aguardando por desdobramentos, que assim parecem agora revelar que seria esse o enquadramento do sonho.
Aqui e agora, o que é de notar é que (1) o livro do qual transcrevi os dois ENCONTROS acima nos situa em 21 Junho 1944, (2) conduzindo-me a esta mensagem a partir de 21 Junho 2025, e (3) o artigo acima, inicialmente escrito em 21 Janeiro 2013, (4) republicado em 21 Janeiro 2024, (5) apenas três meses antes de o encontrar em 21 Abril 2024, e desaparecido (não só o artigo como o site) num curto espaço de tempo, (6) nos situa no século 21, num Tempo-Espaço Além . . . Eras e Ciclos.
Nada disto foi premeditado por mim, mas claramente intuía que havia uma iminente transmissão transtemporal a solicitar-me, com outros elementos a convergirem em tempo real à medida que escrevo estas Notas, daí o compasso de espera para as incluir e como as incluir.
Que tudo isto emite um ALERTA actual, é inquestionável.
Questionável é o viés cognitivo que lhe seja associado.
Onde se situa realmente o perigo?
Onde quer que reine o "Mentiroso".
Dentro daquela que alguns chamam 'matriz invertida', instalada na esfera mental terrestre há Eras e agudizada no seu final, o "Mentiroso inverteu o senso comum,
ora apontando teorias como factos e factos como teorias,
ora relativizando, substituindo e retratando tudo como sendo igualmente válido,
ora combatendo tudo o que ponha em perigo essa multi-inversão:
Humano tornado multi-género-transhumano
+
Nação tornada multi-dão-banalização
+
Civilização tornada multi-globo-tribalização
+
Transição tornada multi-tecno-futuralização
+
Passado tornado multi-ideo-adulterado
+
Futuro tornado multi-ideo-impuro
+
.
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.
Nessa confusão introduzida como fusão não há síntese
nem humana, nem nacional, nem civilizacional, nem histórica,
há apenas acréscimo de multi-inversão à superfície, sem raízes.
Sair dessa rota anti-vida e retornar ao Caminha, à Verdade e à Vida
implica o Acto de desmontar tudo o que foi meramente acrescentado à superfície,
que impede de Ver e Ser o Novo que está a nascer, com raízes,
assim na Terra como no Céu.
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Como sempre, inicio a escrita com um esboço, anotando os elementos a incluir sem ainda definir o seu encadeamento. Muito já estava escrito quando, num momento de pausa em que não estava certa quanto a incluir ou excluir certas partes já escritas, senti uma sonolência, algo que é comum acontecer quando preciso de parar e escutar, seja em estado vigil, limiar ou onírico. Deitada de olhos fechados, fiz a pergunta internamente. A resposta veio no mesmo instante em confirmação ao ímpeto inicial destas Notas: a imagem do mapa de Portugal.
Como sempre, este foco local não exclui o mapa total, ao contrário, é função de Portugal oferecer uma matriz de leitura do Mapa do Mundo, em INvocação INterna.
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Ser | Estar
Português | em Portugal
Uma distinção essencial, sem equivalência directa em inglês e noutras línguas,
para se reconectar à essência de conceitos em discussão no presente:
Nação :: Nacionalidade :: Naturalidade :: Cidadania
Reconectar-se à essência implica ir às raízes da Existência.
Quando a Existência se materializa, encarna, em corpos. O corpo planetário Terra é composto por várias camadas esféricas, físicas e subtis, tem eixo, pólos, diafragma, meridianos, respiração, pulsação, circulação, movimento dinâmico em constantes e variáveis, e tem uma função no Cosmos. O que nele é criado espelha hologramaticamente a mesma matriz em micro e macro escalas, através dos reinos mineral, vegetal, animal, humano e seus correspondentes reinos intra terrestres e supra terrestres, como o reino angélico. Um indivíduo, um povo, uma nação, uma civilização são corpo, alma, espírito, essência e têm uma função vital única como órgãos e partículas no corpo planetário. Uma nação não é gerada por natureza mas por mandato cósmico, a partir de uma insígnia interna manifesta numa identidade externa, em carácter e personalidade. Enquanto casa de um povo, tem fundações, materiais e imateriais. Um povo pode existir antes de ser nação. Uma nação não pode existir sem um povo. Assim, o povo de uma nação não é um mero habitante de um território abstracto aleatoriamente formado e localizado.
Este não é um conhecimento que se adquira, é um dado intrínseco ao qual acedemos internamente e traduzimos em conceitos linguísticos. Então, sendo este o verdadeiro Senso Comum, devia ser óbvio para todos que tudo o que é matricial é um valor sagrado e sem preço, não alvo de divisa política, económica, social e muito menos espiritual. A mercantilização de todas as esferas da vida resultou de um movimento para fora da existência esférica, em que Valor deixa de Ser para Estar representado, por um preço, por uma moeda, por um documento, cujo valor varia segundo factores artificialmente gerados sem correspondência matricial. Só num modelo assim desviado é possível que indivíduos, povos, nações, civilizações sejam classificados por terceiros para compra, venda, troca, substituição, deslocação segundo os termos de qualquer regime ideológico, político, económico, de mercado ou de direcção central.
Quando a circulação dos povos deixa de ser um fluxo migratório sazonal ou nomádico para passar a ser uma avalanche ou um tsunami humano, não apenas as nações mas toda a pulsação, respiração, circulação terrestres manifestam esse impacto e desequilíbrio, gerando um correspondente movimento de retorno homeostático. Após o contraste dos excessos e dos extremos, a Humanidade começa a sentir, de Corpo e Alma, este chamado a reconheSer as suas raízes dentro e fora, através do Tempo e do Espaço Além . . .
Tenho sido chamada a escutar e ler inúmeros intervenientes, anotando citações e testemunhos que evidenciam a profundidade da Alma a emergir à superfície da Identidade, no Humano, na Nação, na Civilização, porque . . .
Despossuir-se de Si e seus pertences
para se ver possuído por outros
não é CAMINHO nem VERDADE nem VIDA
" 'Tudo pela nação, nada contra a nação' só é uma divisa política
na medida em que não for aceite por todos, e de facto não é."
-- um político governante, Portugal, 1949
"Entre o mundo e o indivíduo vai uma distância muito grande [...], talvez a nação seja o equilíbrio perfeito entre aquilo que é uma pessoa individual e o mundo na sua totalidade, portanto daí eu ter a minha perspectiva tão Soberana como tenho, acho que é uma questão de equilíbrio a existência de uma nação."
-- um jovem comentador político, Portugal, 2022
"O liberalismo institui nas sociedades a mercantilização de todas as esferas da vida. Antes havia coisas que tinham valor e coisas que tinham preço e hoje tudo tem um preço. Portanto há muitas coisas que deixaram de ter valor e passam a ter um preço."
-- um filósofo e ensaísta, Portugal, 2024
"Há uma distinção da atribuição da cidadania originária, da cidadania derivada,
a chamada naturalização."
-- um político governante, Portugal, 2025
"A [atribuição de] nacionalidade não é um meio de integração."
-- uma política, Portugal, 2025
"Para trabalhar em Portugal não é preciso ser Português, mas para ser Português é preciso muito mais do que só trabalhar em Portugal, é preciso adesão aos nossos valores constitucionais e ao nosso modo de vida, isto é que é integração”."
-- um político governante, Portugal, 2025
"If anyone can be British, then it means nothing."
-- um piloto R.A.F., Reino Unido, 2025
Ser Português
Sou Natural de Portugal, por nascimento
Sou Nacional de Portugal, por herança
Sou Cidadã de Portugal, por inerência
Sou Alma de Portugal, por desígnio
Não preciso que alguém me atribua nem emita um documento a atribuir-me uma titularidade para que eu saiba e possa afirmar que Sou. Não é algo que se atribua ou se adquira. Não tem por base um conhecimento teórico ou prático da História, da Cultura, da Língua. Se essa fosse a condição para Ser Portuguesa, o mais certo era não o ser. Assim como não o seria a minha avó materna pelo facto de nunca ter sido escolarizada nem sequer ter aprendido a ler e escrever, no entanto não havia dúvida de que o era. Tive oportunidade de conviver intimamente com os meus avós paternos, que marcaram a minha infância com um tipo de enriquecimento que não podia ter vindo dos meus pais nem de mais ninguém. Sei onde, quando e de quem nasci, que raízes herdei, onde tenho e terei sempre o direito inerente de exercer a minha existência, e porquê aqui acima de qualquer outro lugar, apesar de o que Sou não depender de onde Estou. Do ponto de vista das nações, em qualquer outra que eu visite ou habite, sou e serei sempre estrangeira. Mas o que faz de mim Portuguesa não vem de uma afinidade cultural, nacional ou regional, ou sequer de um dado perfil de ADN, vem de uma afinidade anímica ligada ao desígnio esférico desta nação no Mundo, como guardiã da Matriz Civilizacional Humana. Na nação como no indivíduo, o externo que manifesta o interno assume e emana a insígnia fundadora e condutora.
Portugueses emigrados noutras nações revelam traços comuns: Afirmam que não estão interessados em buscar outra nacionalidade, já têm a sua e esta é a única a que chamam sua, o mesmo sentindo e aplicando aos seus filhos nascidos nessas outras nações. Afirmam que os estrangeiros podem viver noutra nação só com autorização de residência. Aqui, vale recordar que no passado em Portugal, o antigo Bilhete de Identidade (B.I.) de estrangeiro era idêntico ao B.I. nacional mas de cor azul. Esta não é uma distinção discriminatória, é uma distinção inerente à identidade. Um estrangeiro não deixa de o ser por estar em Portugal, assim como um Português não deixa de o ser por estar noutra nação. Tais afirmações não são opiniões, são a verificação de traços inerentes revisitados no consciente de Portugueses, atentos e alarmados perante o avançado estado caótico das nações onde se encontram e o rápido avanço desse estado na sua própria nação, avivando o seu sentido inerente de pertença e urgência para fora de qualquer passividade induzida pela sua distância. E a sua distância e background temporal, enquanto emigrantes e descendentes de emigrantes de longa data, dão-lhes a legitimidade de observar e perguntar desde quando surgiu essa necessidade de se atribuir nacionalidade, ou pior, naturalização, a alguém que apenas está no território nacional, sem raízes nesta nação. Extinto o B.I. de estrangeiro, um Cartão de Cidadão (C.C.) de estrangeiro deve ocupar o seu lugar para conceder exercício de cidadania de estrangeiro, não de nacionalidade. Se estas distinções não constam na definição constitucional, esta não serve de referência ao REAL.
Imigrantes que migram expressamente para obter nacionalidade, tendo já a sua própria nacionalidade de origem, não tendo raízes nesta nação nem intenção de nela se integrarem, são aqueles que apenas estão aqui para tirar proveito dela, como via ora de entrada na Europa ora de obtenção de benefícios nacionais, pois sabem no seu íntimo que não são e nunca serão Portugueses por mera atribuição de nacionalidade, esta é nula face ao REAL.
As forças políticas que insistem na necessidade artificial, não votada pela nação, de se atribuir nacionalidade a estrangeiros que já têm a sua própria nacionalidade de origem, não têm raízes nesta nação nem intenção de nela se integrarem, são as forças para quem essa é a sua própria necessidade, de converter estrangeiros em nacionais para efeitos eleitorais, derradeiro recurso para se auto-perpetuarem no seu dogma ideológico sem base REAL.
Essas e outras forças políticas que insistem em atrair talentos estrangeiros importando mão-de-obra qualificada em vez de ter como prioridade atrair talentos nacionais conservando-os e trazendo de volta aqueles que se exportou, são só forças a deslocarem forças e recursos sem REAL noção do que é a nação e qual a sua condução matricial e fundacional, que se mede em mais do que séculos, não décadas ou anos. Neste âmbito, se há uma aspiração pioneira de viragem de paradigma é a de tornar todos os recursos humanos em mão-de-obra qualificada com correspondente remuneração, elevando o estatuto laboral como um todo e desconstruindo a noção de classe trabalhadora, uma vez que todas as actividades humanas são dignificadas como funções vitais com base em necessidades reais, não em função de mercados financeiros.
As novas regras de imigração devem deixar claro a quem chega com essa intenção que começa por ser um candidato a imigrante, que terá de passar por processo de admissão para avaliar aptidão linguística, profissional e comportamental em termos de compatibilidade cívica e civilizacional, podendo exigir formação pré admissão ou resultar em recusa de admissão. Em última instância, o próprio processo de candidatura a admissão irá tornar auto-evidente quem só veio por conveniência mas não lhe corresponde ficar, e quem veio e ficou por desígnio interno. Há zero ideologia na auto-revelação que conduz tudo e todos ao seu lugar, pondo fim a contínuos ciclos de retorno cármico por interferência de forças de retenção.
Também políticos, governantes e candidatos a governantes, a começar pelo mais alto representante da nação, devem passar por processo de admissão que assegure o reconhecimento do que é a nação e seus constituintes próprios, que inclui saber o que é Ser Português. Não se trata de 'uns portugueses serem mais puros do que outros portugueses', trata-se de SER ou NÃO SER Português, que implica a fundamental distinção entre Ser e Estar. Consequentemente, quem NÃO É Português, também NÃO É o que se vem chamando um 'novo' Português por mera atribuição de nacionalidade ou naturalização.
Em verdade, já é possível auscultar e vislumbrar quem são os autênticos 'novos' Portugueses, aqueles que já o eram e nunca deixaram de o Ser, apesar de não Estarem na nação. Diria mais, que todos os emigrantes irão tornar-se os 'novos' Filhos Pródigos. Trazendo de volta a sua experiência de diáspora, contribuirão para a síntese confirmadora do espírito que originou e fundou a nação que os habita apesar de não habitarem nela. Não falo apenas de Portugal, antevejo esse retorno por todo o mundo. Que cada indivíduo e cada povo se sinta grato por ser devolvido à sua casa-nação de origem, pois é lá que cada indivíduo e cada povo é chamado a cumprir-se, ocupando o lugar e função que lhe corresponde no corpo planetário. Só então se pode vislumbrar uma Humanidade Unida na sua Diversidade orgânica matricial.
Sendo Portugal uma nação guardiã da Matriz que está na base da Civilização Ocidental predominantemente de cariz Europeu, quem é habitado por esta Matriz distingue bem Civilização de Cultura, Constante de Variáveis, e sendo esta a ordem de grandeza inerente, fica por demais evidente que esta ordem foi invertida pelo "Mentiroso", fabricando variáveis não derivadas da Constante e usando-as em guerras multi-culturais para desvirtuar e destruir não só a Civilização Ocidental como a própria Matriz Civilizacional Humana que lhe subjaz. Um indicador de diferenciação é reconhecer a incompletude como parte do processo evolutivo mas distingui-la da incompatibilidade que é típica da inversão. Desmontar esta multi-inversão que foi meramente acrescentado à superfície implica rever actos e quebrar hábitos desenraizados da Matriz mas que foram tornados tradição, cultura, religião, para podermos distinguir o ouro civilizacional que é imperativo conservar da treva cultural que é vital descontinuar, grande parte desta importada via globalização, agora a chegar até nós também via imigração islâmica.
- exemplos importados a intolerar e descontinuar: mutilação genital feminina, basha bazi, madrasas. Que não restem dúvidas sobre o que e quem está na origem destes abusos de meninas e meninos. No caso das meninas, mesmo onde a dita 'tradição' parece ser adoptada pelas próprias mulheres, elas apenas perpetuaram o hábito para não serem discriminadas e conseguirem marido, apesar de todas elas ficarem para sempre traumatizadas e com complicações fisiológicas desde tenra idade. Muitos anos atrás vi uma reportagem que mostrava um homem a praticar essa mutilação numa menina cortando com os dentes e cuspindo o que extraiu dela. Essa prática está a começar a ser descontinuada lá mas está a ser trazida aqui. No caso dos meninos é um desvio resultante do condicionamento a que mulheres islâmicas são sujeitas privando o convívio adulto entre homens e mulheres. É sabido que este tipo de abusos está a ser praticado na Europa e, em Portugal, além de já existirem escolas islâmicas, pais de crianças já assinalaram grupos de homens dessas origens parados a observar e fotografar crianças junto a escolas nacionais.
- exemplos nacionais a descontinuar: todos os rituais com sacrifícios animais, porque enquanto o animal continuar a ser consumido, o reino animal não pode deixar de temer e passar a viver sem medo, como é seu desígnio evolutivo, a par do nosso de consumir o que o reino vegetal nos proporciona por desígnio.
- exemplos nacionais a conservar: Tapetes de flores, Festa dos Tabuleiros, Festa Templária, que conservam a Matriz Civilizacional Humana defendida no passado por Portugal e a ser necessário defender no presente. Entenda-se porquê aqui, por um historiador e autor com um background que oferece uma abordagem precisa, não evasiva.
Língua Portuguesa
Sendo originária de Portugal, aos Portugueses e estrangeiros em Portugal que seja sempre ensinada por Portugueses de origem e/ou falantes do Português de origem sem outros sotaques para além dos regionalismos locais. Fora de Portugal, que nunca deixe de ser dada a conhecer na sua origem. Acordos ortográficos devem ser revistos e revogados de acordo com a matriz linguística integral, não condicionada a marcas de oralidade ou outros reducionismos equivocadores. Exemplo: reposição de consoantes mudas que têm uma função fonética na pronunciação das vogais nas suas variantes aberta e fechada, que são distintas no Português de origem - na palavra objecto, o c abre a vogal e; sem essa consoante, o único referencial fonético para a pronunciação correcta dessa vogal é uma memória oral. Isso equipara a Língua ao estatuto de dialecto oral, desvirtuando-a estruturalmente e dificultando também o ensino e aprendizagem da Língua no caso de estrangeiros, que comummente não têm antecedente linguístico para distinguir o Português original das suas vertentes faladas noutras nações.
Tendo por base a experiência própria de ter tido uma união com um homem Brasileiro, cuja descendência de avós paternos Portugueses lhe deu acesso a documentação de nacionalidade Portuguesa e motivou a sua vinda para Portugal, onde exerceu profissão, onde nos conhecemos, onde vivemos juntos alguns anos, seguidos de mudança para o Brasil, resultando em um filho nascido em Portugal e um filho nascido no Brasil, ambos com direito a documentação das duas nacionalidades, ambos tendo vivido em parte em Portugal e em parte no Brasil onde residem no presente, e tendo eu vivido um total de cinco anos e meio no Brasil, com direito a residência perpétua e documentação local enquanto estrangeira, estou em condições de oferecer certas Notas de natureza exterior e interior como ilustração testemunhal:
Na minha primeira visita ao Brasil encontrei num restaurante uma placa afixada dizendo "Consumação mínima . . ." Ao comentar o facto de que a palavra deveria ser Consumo (Consumir) e não Consumação (Consumar), obtive como resposta "A gente fala assim." E é este tipo de resposta que perpetua hábitos que se afastam da matriz linguística.
Quando fui viver no Brasil, cerca de três meses depois tive de vir a Portugal por um motivo especial e inesperado. Ao chegar cá, constatei pela primeira vez um alívio sensorial em voltar a estar rodeada do som e volume da minha língua nativa, sem ter de fazer esforço linguístico para ser entendida por quem não está habituado a escutar o Português de origem. Após lá ter vivido cinco anos e meio, sem vir a Portugal nos últimos três, ao chegar cá, senti um tipo de efeito inverso, porque mesmo sem nunca ter modificado a língua ou adoptado sotaque local, o facto de ter sentido necessidade de fazer ajustes linguísticos para ser entendida, passando a pronunciar mais as palavras e adoptando algum vocabulário local, tinha alterado o meu som e volume. Então por um tempo estranhei-me na minha própria casa-nação e as pessoas aqui notavam algo diferente na minha oralidade sem o conseguirem definir. Ainda lá, quando os filhos começaram a falar, dei comigo a sentir-me desconcertada em ouvi-los repetir certos hábitos de oralidade local afastados da matriz linguística.
Essa sensibilidade também se faz sentir no uso da Internet. No navegador Google, cuja localização por IP está automaticamente definida para Portugal, ao fazer uma pesquisa escrita em Português e incluindo a palavra Portugal, obtém-se mais resultados de conteúdos e localizações do Brasil do que de Portugal, ou seja, o navegador não faz essa diferenciação e só recentemente a fez na sua aplicação Tradutor. Na plataforma Youtube, deixou de se poder visualizar todos os vídeos exibidos na plataforma nos seus títulos e áudios originais, desde que foi implementada a funcionalidade descrita aqui: se selecciono o idioma Português [não Português (Brasil)] nas configurações da plataforma, os vídeos de outras línguas que não estejam configurados pelos titulares dos respectivos canais para aparecerem conforme originais, são automaticamente dobrados para Português (Brasil), em título e áudio, em alguns casos com partes em Português misturadas com Português (Brasil); se selecciono o idioma English (UK) nas definições da plataforma, os vídeos originalmente portugueses que não estejam configurados pelos titulares dos respectivos canais para aparecerem conforme originais, são automaticamente dobrados para English (UK), em título e áudio, e neste caso, ao abrir as configurações do vídeo para alterar para a língua original, aparece Português (Brasil) Original. Ou seja, a plataforma assume por defeito que Português é Português (Brasil). Isto passa-se na maioria dos ambientes digitais, em que é frequente ver-se a mini bandeira Portuguesa indicativa da Língua Portuguesa, mas ao abrir constata-se Português (Brasil).
Estas Notas testemunhais ilustram bem a relevância da Língua no seu todo. No meu caso específico ampliada pelo facto de ter sensores ampliados que realçam tudo o que sai da Matriz, que em mim tem função purificadora de calibração desde sempre, e que embora se reflicta na minha vocação e formação linguística, não se limita à noção de 'purista linguística', mas assume na Língua um constituinte além idiomático. Posso acrescentar que o mesmo sinto em relação às outras línguas, especialmente a Inglesa, que me é muito próxima, como uma segunda natureza linguística. Então, além de entender e fazer-me entender com clareza ser fundamental, em mim não é uma questão cultural ou nacional, é uma questão Matricial, precisão e exactidão enquanto Ciência Espiritual inerente a todas as esferas da vida. Matriz não é crença. Sistemas de crenças não são Matriz, são simulações. O Caminho, a Verdade e a Vida situam-se no REAL, num FUTURO em que a Consciência reina, expandindo em dimensão a Civilização Humana e sua Língua, superando fronteiras territoriais e linguísticas e revelando mais da sua sacralidade e universalidade.
Hoje, é o momento da viragem.
A VIRAGEM NÃO É O PERIGO
O FIM É COMEÇO
O FUTURO COMEÇA AGORA
No Tempo e no Espaço Além . . .
I.M.
m.



