IMpossible S*He Wo*Man
- maria-tudo

- 8 de dez. de 2017
- 56 min de leitura
Atualizado: 25 de abr. de 2025

Um recorte de revista que me é raro, há muito guardado num livro que me é raro:
C a m i n h o s d o C o r p o s o b r e a T e r r a ,
uma edição atenta do C e n t r o C u l t u r a l d e C a s c a i s, focando
"Possível Impossível: Olhar o Dentro e Fora na obra de Alberto Carneiro",
para a exposição (2004) de partes da obra deste escultor
que visitei na época e guardei na atemporal Essência.
Porque em Essência Somos além Ela e Ele,
porque na mesma Essência somos ela e/ou ele, dentro-fora,
numa Existência só possível n'Ela, num planeta que é Ela.

Só conhecerás o Infinito dentro da Dualidade,
e transcenderás esta Dualidade na Unidade,
quando ReConheceres o Princípio Criador Regente neste Planeta.
A Natureza Feminina é a Útero Materno de toda a Criação Aqui.
Tudo o que é gerado fora-dissociado do Útero gera desequilíbrio.
Cuidar do Feminino é Cuidar de Tudo
Cuidar do Masculino é Cuidar de Parte
O Feminino abrange
O Masculino divide
O Feminino contém
O Masculino é contido
Assim o Afirma O Verbo,
na língua mais universalmente falada no mundo.
S*He Wo*Man
Assim, Escutar a Forma é Escutar o Feminino em Tudo.
Sem essa Escuta, o Masculino não Cria, apenas faz . . . e desfaz . . .
Sem o Feminino, o Masculino é Potência imatura.
Sem o Masculino, o Feminino é Potência obscura.
Com ambos, o Acto Criador é Potência Revelada.
Um Homem Inteiro Sabe Isto e Vive sem se Separar Disto.
Por mais que ame, contemple, reinvente as linhas rectas na superfície,
nunca se separa da forma sinuosa e resiliente das raízes na profundidade.
É quando ele pára aos olhos do mundo, que tudo Acontece interiormente,
antes de qualquer acto de fazer acontecer exteriormente.
Um Artista Inteiro Sabe que a Verdadeira Obra não se faz, não se fabrica, não é produto de uma linha de montagem, desenhada por uma mente capacitada pelo conhecimento estudado-adquirido e treinada para a execução.
Sabe que a Verdadeira Obra só pode Nascer das suas Entranhas.
Eis a diferença entre Fecundação Uterina e inseminação artificial,
na Arte como na Vida.
Homem/Mulher, se queres Sentir a Potência da Vida, não forces a vida.
Permite que Ela se Dê à Luz em Ti, através de ti. Esta é a Lei do Céu na Terra.
Filme completo aqui
"Quanto mais essencial for em nós a natureza estética,
mais próximos estaremos da contemplação pura,
aquela que nos pode libertar da inquietude
decorrente da necessidade do reconhecimento exterior."
- Alberto Carneiro,
in As Notas para um diário, 02.03.2003 (transcrito do livro acima citado)
Aquilo a que anteriormente chamei um lado monge em mim, no âmbito da minha visita ao Convento dos Capuchos em 2015 e da minha tomada de conhecimento de Thomas Merton em 2016, é esse aspecto em nós que não consegue deixar de contemplar a Origem. Percebe-se neles o quanto essas ordens religiosas franciscanas são profundamente enraizadas no Solo dos Reinos Terrestres.
O encanto que senti por Thomas Merton derivou também da comunhão com essa semente de Futuro em que homens e mulheres que sentem um profundo Chamado por Viver com e para o Casamento entre o Céu e a Terra não mais têm de se separar entre si e viver vidas monásticas celibatárias, porque quem é Casado internamente pode viver com ou sem parceiro, sem que nenhuma organização-forma religiosa ou cultural o dite ou distorça.
Para o Artista de Raiz, Criar e Viver na Arte de Ser Total
". . . é normalíssimo . . . quando as pessoas não se sujeitam ao êxito."
Mas se o Homem está ancorado num lugar onde não se Sente Plenamente a partir do que É em Essência, um lugar de segmentação, fragmentação, separação, de ausência de ligação ou ligação intermitente à Origem,
ele será um insaciável coleccionador de experiências-objectos.
Um experimentador que ainda não se tornou a Experiência,
um dançarino que ainda não se tornou a Dança,
um músico que ainda não se tornou a Música.
Uma música que se esqueceu d'O Som.

Porque tudo começa e está imbuído n'O Som,
dá-se aqui também esse imperativo.
Roger Scruton, the conservative philosopher
meets
Brian Eno, the synthesist and ambient music initiator
Porque toda a vez que ouço esse valioso áudio de Roger, a par de outras suas exposições,
evoco o que reconheço em Brian, nesta e noutras suas exposições,
surgindo-me sempre a ideia de Encontro de síntese entre ambos.
É possível desviarmo-nos sem Nos perdermos?
No meu entendimento visceral, Música Perfeita é aquela que oferece a Qualidade de Ausência-Presente, na mesma Unicidade que o Cosmos se faz Presente na Natureza inimitável e irrepetível de cada nascer e pôr do Sol.
Um Ser Humano em contacto com a sua Totalidade procura co-criar esta Qualidade, não pela adição mas pela Audição da Sua Nota Singular.
"Your Tone is a reflexion of your ability to Hear YourSelf."
- Steve Vai,
in The Art of Listening - Music Documentary (2016)
A música POP emergiu como espelho da emergente personalidade em re-construção após uma era industrialmente massificadora e politicamente totalitária. Nas suas i n f i n d á v e i s versões, que a própria indústria proliferou, ela é sempre aproximação multifacetada na horizontal daquilo que é esfericamente MultiDimensional em nós.
O Som da Origem, se mantido na sua inerente OmniPresença, ainda que no subconsciente, nunca se deixa dissociar nem contaminar pela distorção ou solicitações distorcivas exteriores. Distorção por mim entendida não como a expressão legítima de um carácter que elasticamente se expande e contrai em torno do seu Centro - e por isso eu não lhe chamaria distorção mas tão somente elasticidade - mas como a expressão ilegítima de um carácter desviado-dissociado da Sua Nota Singular Central. Porque é este desvio-dissociação que produz a imitação e repetição esvaziadas da originalidade inerentemente generativa.
Esse desvio-dissociação acontece quando abafas O Som com ruído e te confundes com o ruído, seja para te-sentires-um com o mundo no estado dissociado em que se encontra, seja porque o ruído passou a ser o teu dissipa-dor face a essa dissociação. E então, irás precisar de crescentes doses de ruído para preencher e compensar essa Carência Essencial. Muitas formas e faces irás buscar e atrair, enquanto não se fizer Presente fora a Única que te Espelha de dentro como 1 Diamante lapidado pela Existência, em contraste com as i n f i n d á v e i s faces que imitam o Diamante como uma colagem. Nesse estado, quando aparece algo ou alguém no exterior que Te Espelha (por ti), a menos que estejas irreversivelmente calcificado e impenetrável, é impossível ficares indiferente, porque terás recebido O Toque que faz Soar o Teu Tom, e isto é a maior Potência Magnética que podes Contactar na individualidade que És.
Depois disso, a distorção, desde passiva-apática a activa-excêntrica, ainda será possível, porventura reduzida. Mas uma distorção reduzida, ou revestida de formas mais sofisticadamente aproximadas da Origem, continua a ser uma distorção. E aí perceberás que, quanto mais tentas aproximá-la ao Original, mais o Original te escapa. Só a Origem To pode Doar.
Então, se os teus Sentidos Totais te disserem que falta algo na música,
confia nisso e valoriza isso, em vez de te habituares a isso como a norma. Assim, diferencias o que a tecnologia pode facilitar a par do que ela pode entorpecer e viciar. Registas dentro antes de te preocupares em registar fora. Porque Sabes que o que antecede e prevalece sobre qualquer registo na forma é a Emanação Criativa Original que se Imprime no Éter pré-pós-Forma.
Na altura em que vi esse documentário The Art of Listening, em finais do ano passado ou inícios deste ano, vi também The Distortion of Sound. Rever este último agora, após a partida de Chester Bennington em Julho, parece confirmar o que estou a dizer, reevocando o meu sentimento recém expresso em off num paralelo à música de Linkin Park por ele vocalizada.


Verbalizo-o assim aqui:
How would you notice the Light,
if you keep chasing the Sun,
but you never come There
Where the Light Shines for you?
Tomando a música na sua oitava abaixo como observatório sociológico, o mundo parece mais grato àqueles que espelham e espalham a distorção do que àqueles que Espelham e Concentram a Essência. A necessidade de contraste, mais como forma de auto-afirmação horizontal do que de diferenciação axial, acaba por fazer predominar o oposto daquilo que no fundo é almejado por todos, contaminando e tolhendo O Sonho da Humanidade. Enquanto assim for, a observação-direcção dada pela cultura em geral e pela música em particular continuará sendo desfocada e desfocadora, produzindo mais distorção e entorpecimento.
Parafraseando o dito popular, podemos dizer:
Diz-me que música ouves e que cultura subscreves-propagas
e dir-te-ei em que estágio de maturidade espiritual te encontras.
Todos os estágios são válidos, desde que um acampamento na periferia não seja confundido com o Centro, mas antes seja o tal prolongamento elástico da Residência Central. Isto é dito tanto a um indivíduo como a uma sociedade, e portanto deveria colocar-nos num Horizonte Comum para além das opiniões, gostos, preferências, idiossincrasias transitórias da vida pessoal, e iniciar-nos no caminho transpessoal, cuja Síntese viemos Realizar Aqui.
As Novas Crianças que somos e continuamos multigeracionalmente a gerar Sabem que não vieram Aqui apenas para desfrutar ou disputar uma existência planetária perpetuadora da Estação de Consciência anterior.
Para nós, Realizar-se é Auto-Revelar o Protótipo que viemos Corporificar e Semear - essa Consciência que aponta a Origem no Destino e o Destino na Origem, o Alfa no Ómega e o Ómega no Alfa, o Princípio e o Fim naquilo que não tem Princípio nem Fim. INFINITO no finito.
Redimensionando as presentes realidades dentro dessa Proporção Cósmica, sejamos gratos a todos os que por aqui têm passado para Espelhar-espelhar, Invocar-evocar todas as faces da humanidade no seu caminho de Retorno à Essência, rumo ao Ser Total, sem nos deixarmos reter em nenhuma delas, sabendo que aquilo que É será integrado na Consciência, e aquilo que não É não tem sustentação na Consciência.
A melhor forma de os honrar a todos é perceber que, agora, faz-se Necessário e Urgente dirigir o Foco para a Matriz Original de onde emana O Sonho, e não mais para as multi-distorções retentivas que lhes servem de auto-justificação no sucessivo adiamento desse Sonho, como se de uma utopia inalcançável se tratasse, e não do próprio Destino Terrestre que nos Habita.
Tomando a Música na sua oitava Acima como observatório Evolutivo, aqueles que Espelham e Concentram a Essência, que Tocam ao se Sentirem Tocados pelo Encontro entre o Feminino e o Masculino no Mistério da Criação, continuam a Imprimir a Nota Oceânica no Espaço-Tempo, sem necessidade de muitas confirmações na audiência . . .
". . . i gotta have a bunch of girls, because girls contain the truth"
- Snoop Dogg,
in The Distortion of Sound
. . . mas apenas Uma, ainda que em Ausência-Presente.
Cena já antes partilhada, multi-leituras, multi-visões, multi-audições.
Filme que há anos se Projectou Ressoou Guardou na minha Eterna Tela Interna.

Uma parte da história desse Encontro e seu Mistério podia ficar por aqui.
Mas eu tenho de continuar a contá-la nos seus desencontros, contornos, desdobramentos, que abalam as estruturas pessoais e civilizacionais que pedem para ser libertas de todos os impasses. Tenho de dar Voz a todas as vozes do Feminino que em mim pedem para ser traduzidas e trazidas à Luz da Tua Escuta Sintonizada. Tudo parte sempre de nós, Dois, rumo ao Um.
Este é o ponto em que escolhes:
ficar por aqui ou mergulhar nas profundezas.
O mergulho dá-se por camadas entre as linhas espaço-temporais e o Eterno.
Homem,
Respira fundo na Coragem que podes necessitar para me leres,
a mesma que necessitei para te escrever assim, no fio que mais directamente se desdobrou a partir de um segmento da mensagem IMpossible eM*We, com algumas adaptações no presente:
Homem, em Essência, Amo-te por Quem És, como no primeiro instante em que te ReConheci, e nunca nada poderá mudar isso. Em Essência, sei que me Amas por Quem Sou, como no primeiro instante em que me ReConheceste, e nunca nada poderá mudar isso. No crescer, pessoal e transpessoal, na auto-criação de si mesmo que só faz Sentido Edificador em torno da Essência, fui observando–te no teu predominante investimento exterior, que, ao meu Olhar, culminou em sentir-te demasiado apaixonado pelo teu próprio lifestyle, e consequentemente demasiado crowded para mim, em todos os sentidos, enquanto Eu Ardia Acima de Paixão por Ti, e me consumia Abaixo sem ti. Confundiste a minha consequente Entrega e o meu involuntário Anseio arquetipicamente legítimo de União-Celebração a dois, com uma presumida e mera expectativa minha de exclusividade. Toda a Alegria e Combustão que Acendeste em mim, foste apagando na predominante preocupação em assegurar distância e na facilidade reactiva de afastar expressamente, sem correspondente comunicação expressa e endereçada de aproximação sintonizada. Contudo, sem o saberes, ou sabendo-o mas mantendo-o a uma distância segura, sentias-te e sentes-te Magnetizado pela minha Natureza de romper padrões e fronteiras não edificadores de Sentido a partir da Essência. Por causa disto, pude contornar várias declarações expressas de afastamento, mas não pude contornar aquela que fez emergir em mim a fronteira fundamental do auto-respeito, face à Dádiva de Mim, endereçada na forma que me era possível e me é inerente, ser reduzida a algo descartável. E sei que em tais actos te feriste na mesma medida em que me feriste. A Vida e o Amor não permitem que seja de outra forma, dando-nos a saber a Ordem de Grandeza da Existência. O perdão face ao acto reactivo foi e é rápido, porque onde há Chama, a Queima é proporcional à Ignição, o tempo não tem hipóteses de reter ressentimento. Mas a Dor fundamental é consequente, pede Atenção para ser Dignificada, pede Tempo para ser Curada, pede Amor para ser Reciclada nas Águas Profundas e Escuras onde a Luz não chega enquanto o Homem não alcança em si a Receptividade que faz emergir a Nascente à superfície. O Fenómeno Dor-Recolhimento na Essência-Mulher é o mesmo Fenómeno Dor-Recolhimento na Essência-Terra.
Não é amargura nem rejeição. É Protecção.
Homem, eu sou tua avó tua neta tua mãe tua filha tua tia tua sobrinha tua irmã tua prima tua amiga de infância tua esposa tua amante tua virgem no Céu e na Terra . . . Eu não sou classificável segundo as tuas categorias eróticas. O verdadeiro Erótico é aquilo que pode ser visto por todos, que não precisa de ser escondido. Porque o que não é para ser exposto, não é para ser exposto em lugar algum, sob categoria alguma. É ÍNtimo. Não diz respeito aos olhos e sentidos externos de ninguém para além do próprio, da própria, dos próprios.
Homem, sob esse teu olhar, ainda me sinto comparada e avaliada como quem está numa montra ou num catálogo. Essa tua forma de olhar a mulher e expor a mulher, ao meu Olhar, continua a ser pornografia, porque coloca o enfoque e o investimento no apelo aos sentidos externos sem INvocar os sentidos internos que ReLigam à Essência. Por mais que a dispas para a libertar e a vistas de cultura para a valorizar, o que esta cultura, pseudo-investidora na Libertação e no Valor, faz com a mulher, fere a minha Essência todos os dias, recolhe a minha libido em grande parte deles, e mantém-me fisicamente distante de ti, enquanto mulher-pessoa - porque não sou fragmentável. Para me teres, tens de ter em ti Espaço Feminino qualitativo para receber toda a Minha Força, e Força Masculina qualitativa para penetrar todo o Espaço Feminino que Sou, nesta forma humana de Mulher.
Isto não é dito como um pré-requisito escrito, não é algo que um dite e outro aprenda, é algo que te é Revelado na Arte de te esvaziares de ti mesmo, que faz emergir em ti a mais bela Arte de Amar, sempre de novo, eclipsando toda a programação dita erótica adquirida e reproduzida em #filmes#. Isto é uma renovada verbalização minha da intensa dinâmica que em Essência ReConhecemos instantaneamente um no outro à partida, mas que pode demorar uma vastidão a afinar e estabilizar até que possamos vivê-la no físico. E no entanto, está disponível numa prontidão sagrada e incontornável que habita o nosso santuário e não se permite ser negada ou substituída na sua dimensão própria. Essa estabilização envolve nada menos do que Tudo na nossa existência, e é por isso que a união física-sexual entre um Homem e uma Mulher é o expoente máximo da União Suprema vivida na Matéria. Yes, It Is a Big Thing. It Is a Big Bang. E cada Big Bang dá origem a um Universo! Não, não cabe dentro das velhas e das novas caixinhas que esta humanidade inventa e reinventa a seu belo prazer e vontade, nas mais diversas formas redutoras e fragmentadoras que, quer sejam hiper exteriorizadas quer sejam hiper reprimidas, ainda são prisão.
Compreendes porque apelos explícitos à prática sexual
são cada vez mais Turn-Off para mim?
A minha Libido emerge da súbita Comunhão com as Estrelas, que não acontece por estar a olhar para as Estrelas, mas quando, em resposta ao meu INvestimento, Elas Irradiam na minha própria constituição física, que é toda ela o próprio Espaço, no Microcosmo que Sou.
Mas nesta humanidade terrestre, ainda se impõe uma distinção entre Sentir Amor, Amar alguém, e entregar o Amor a alguém. O Amor, Esse, basta-se a si mesmo, e venha ele em que forma vier, incluindo em energia sexual, não se deixa possuir por nós, percorre-nos como Corrente de Vida e estabiliza-se em nós na proporção da nossa estabilidade de Consciência, que é o mesmo que dizer na medida em que nos permitimos Ser este Micro Cosmos Total, que, então sim, podemos chamar Ser Humano.
Nos três principais pontos onde o Cosmos ancora num Ser Humano – Centro-Coração, Centro-Cérebro, Centro-Sexual – em mim o Circuito dá-se invariavelmente a partir do Centro-Coração para Cima e para Baixo. Neste Circuito há lugar para Amar em oitavas e dinâmicas energéticas multi-D, incluindo energia sexual não decorrente de ou conducente a um acto sexual genital (que pode até ser redutor ao próprio fluxo dessa energia), em diferentes concentrações que abrangem todos os Centros do Corpo como um todo - "The physical is vaster than the body parts", como disse naquela mensagem Valentine que entretanto retirei. O corpo etérico não é uma teoria do invisível, é uma realidade tangível, volumétrica e imanente. Portanto, quando Amo fisicamente, é porque tudo em mim já Ama em comunhão totalizante. E inversamente, quando não Amo fisicamente, é porque o Amor não está a ser vivido nessa comunhão total. Quando não consegues separar os Centros, compreendes como é sentir Amor simultaneamente esférico e polarizado, que pode expandir-se a mais de um ser, sem cair em promiscuidade. Porque não somos apenas indivíduos portadores de um sexo e com quem se procura apenas ter actos sexuais. Amamos em diferentes frequências e respectivas expressões de união. Mas no entregar o Amor, a Verdade arquetípica que habita a Entidade física que sou, só consegue entregar-se em totalidade a 1. Esta é a distinção arquetípica do Feminino, que a Mulher traz em si, e o Homem alcança através dela. E por isso, esta é a responsabilidade do Feminino. Por mais que teimem em classificar isto em categorias bíblicas, nem Eu nem a Vida lhes damos hipóteses de confundir isto com nenhuma modalidade relacional no plano tridimensional, porque isto acontece em paralelos dimensionais que incluem o tridimensional, mas transcendem-no.
O que se passa com esta vertente da humanidade, restritamente identificada à sua tridimensionalidade, é que ao deparar-se com este tipo de comunhão, cuja Fonte desconhece e nega, tende a reduzi-la, projectá-la, expressá-la tridimensionalmente em actos que potencialmente se tornam distorção e até aberração . . . quando as distinções não emergem de uma estrutura psíquica genuinamente saudável, e são uma mera aquisição de princípios morais impostos socialmente, que na maior parte das vezes são os causadores de todas as sombras psíquicas que acabam por escapar por entre as fendas dessa máscara, seja esta bela ou monstro, que não tem como suprimir aquilo que quer e precisa vir à Luz, quer para ser superado quer para ser integrado.
Quando afirmei noutra mensagem IMpossible, em paralelo com Thomas Merton, que sou celibatária-e-amante, tive plena noção do tipo de leituras que essa colocação poderia e pode ter. Embora para mim seja importante ser claramente compreendida, por vezes permito-me deixar sair tais ambiguidades sem dar explicações, quer porque não sinta um dever ou uma vontade de as dar, quer porque o seu carácter dúbio permite ao leitor atento e honesto sentir em que ponto se encontra ao fazer a sua leitura do outro, de mim neste caso - Sentes-Me realmente, ou tudo não passa do guessing game? Mais à frente, é possível, mas não garantido, que eu venha esclarecer ou desenvolver uma ambiguidade anterior, e, neste presente seguimento, tem sentido fazê-lo: sou oficialmente solteira, sim, mesmo quando estive no relacionamento conjugal que originou os dois filhos, o último por sinal, até à data. Voltar a Amar alguém demorou anos. Antes disso, o meu INvestimento canalizou o Amor para o Supremo e a partir do Supremo, que culminou no que chamei 'estar apaixonada sem alvo', que é Essencial antes de voltar a Amar alguém. E parece que no meu caso tinha mesmo de ter essa culminância, para a seguir viver o impacto do que veio a revelar-se no fenómeno Twin Flame. Infinito no finito amplificado ao extremo . . . incluindo na presença-ausente.
Então, o que diz o estado civil do verdadeiro estado interior de uma pessoa, do seu verdadeiro sentido de compromisso, do que ela sente como sagrado na união com alguém, presente ou ausente, ou da perda de alguém?
Estou a escrever este segmento no dia seguinte a ter visto dois filmes de profundo significado para mim - A Quiet Passion e Queen of the Desert – ambos baseados na vida e obra de duas mulheres reais que desafiaram o seu tempo abrindo caminhos interiores e exteriores que viriam a inspirar gerações seguintes e a influenciar o curso da história, respectivamente. Duas Mulheres IMpossible, incluindo as actrizes que as representam no filme. No primeiro filme, uma escritora norte-americana que viveu no anonimato aos olhos do mundo, narra a sua própria história em vasta poesia que só viria a ser conhecida pelo mundo postumamente, revelando o quanto uma Mulher pode Amar e Casar interiormente permanecendo eternamente solteira. No segundo filme, uma vocacionada e independente exploradora inglesa que se aventura apaixonadamente no mundo árabe deixando a sua marca no destino de nações, narra também ela a sua história em diários escritos da qual fazem parte os homens que Amou e perdeu, também ela interiormente Casada e permanecendo eternamente solteira. Deste segundo filme tinha visto um trailer no ano passado e fiquei desde então em busca dele. Do primeiro nunca tinha ouvido falar, mas foi a visualização de um trailer seu ontem (25 Abril) que me cativou e reconduziu ao contacto com o segundo, descobrindo ambos disponíveis online. Não preciso de dizer que não houve acaso na sincronização quer entre os dois quer entre eles e a escrita desta mensagem [a anterior]. No final do segundo filme ocorre um diálogo entre ela e dois homens relevantes no mundo árabe, que ela encerra dizendo-lhes que eles serão os próximos Reis, sem se basear em quaisquer evidências disso. Perante essa afirmação, um dos homens interroga-se sobre como ela sabe que eles irão ser os próximos Reis, ao que o outro homem responde concluindo com a afirmação que cito aqui como síntese do papel arquetípico da Mulher:
“She is the maker of Kings.”
Homem, compreendes como em tudo o que te disse e te digo nunca está implícito reduzir-te, e sim Elevar-te e Chamar-te ao teu Destino Último de Majestosa Responsabilidade, incluindo perante mim, Mulher? E que nesse meu Acto intrínseco também eu sou Elevada a esse mesmo Destino neste Reino? Onde me reduzi para te agradar, reduzi-Te. Onde me reduziste pelos teus motivos, reduziste-Te. Perdoa-me, perdoa-te, perdoo-me, perdoo-te, nesta INtensidade Estelar por vezes excessiva, tão difícil de regular,
principalmente para quem veio aqui com o mínimo indispensável de preparação terrestre, dentro de uma Esfera propositadamente descontinuadora da presente civilização cessante. Que esta pura e instrumental despreparação e inadequação terrestre não seja confundida com ingenuidade, nem usada como desculpa facilitista para justificar desvios à verdadeira Identidade Central, INterna, que não veio aqui para obter aprovação ou desaprovação externa.
Isto corrige os olhares externos, porque dispensa os olhares externos.
Ainda estás aí?
Muitos meses depois, outro fio da mesma Voz expressou-se assim:
Homem,
Obrigada por me teres Visto e Recebido,
até onde te foi possível.
Sem uma intenção, mas Movida por Singular Atenção,
sem tu o saberes, sem eu o saber,
despertaste em Mim, reconheci em Ti,
ofereci de Mim e invoquei em Ti aquilo a que hoje chamo IMpossible.
Eu sei que também reparaste em mim na multidão,
antes mesmo do meu movimento na tua direcção.
E quando te escondias nessa multidão,
o meu radar encontrava-te sem dispersão.
A Beautiful Surprise soou com o teu nome.
Quis fazer parte da tua vida.
Quis que fizesses parte da minha.
Quiseram outras forças que isso tomasse outro rumo.
Até que ponto nos deixámos Conduzir ou Desviar
por essa mudança de rumo no seu Tom mais Elevado,
sem nos perdermos e nos gastarmos nos pequenos possíveis e impossíveis?
Até que ponto sustiveste esse Tom,
sem o converteres para a tua oitava anterior?
Até que ponto suportaste a Totalidade que Sou e que És,
sem fragmentares e espalhares o que era para concentrar apenas em Nós?
Se não suportas a Totalidade e te contentas com uma Parte de cada vez,
I will always be too much AND not enough
Se me substituis e me projectas noutras pessoas,
porque se trata apenas de colocar alguém a ocupar esse lugar,
nunca serei eu esse alguém.
Não, não sou eu que me torno inalcançável.
És tu que me tornas inalcançável ao fazeres de mim uma fantasia, teoria,
que não conduz a imaginação e a consciência no sentido da proximidade,
mas antes do escapismo que perpetua a fantasia.
Dentro dessa fantasia, sentes que tentaste tudo para a proximidade,
mas fazes de conta que não vês o quanto a tua realidade sabota a real proximidade, fazes de conta que não sabes que o que Vejo em Ti não corresponde à auto-imagem que constróis e projectas como identidade.
Pões-me no topo de uma lista inacessível
que é o mesmo que pores-me no fim de uma lista acessível.
Nunca chega a minha vez.
A Mulher diante da qual a tua fragmentação cessa,
pelo Espelho da Totalidade que ela É para ti,
nunca fará parte de uma lista.
Porque quando ela aparece, termina a lista.
Não por condição-imposição dela, mas por pura extinção espontânea.
"She is enough"
- in Adjustment Bureau, filme
[apparently i am not]
Amar todas as mulheres numa única Mulher Síntese
não é o mesmo do que amar uma mulher para cada fragmento de ti.
Amar de Corpo e Alma e Coração Unifica um Ser e Une dois Seres;
amar tendo a personalidade como identidade principal, divide e desune. Unidos a partir da Essência, o nosso Horizonte alinha-se na Verdade Una.
O foco não está no relacionamento em si, mas sim em Nutrir a União
que Expande e Aprofunda esse Horizonte para além de nós mesmos.
Vemos então os conceitos relacionais 'mono vs. poli' por aquilo que são: conveniências justificativas para as transitórias vontades humanas.
Vemos então como modelos relacionais disfuncionais se vestem de roupagens modernas para continuar a justificar tais vontades e preferências, que nada mais são do que hábitos perpetuados, alheios aos valores arquetípicos transtemporais que lhes subjazem mas cuja Potência é distorcida em vulgaridade. Vemos então que o que Une dois Seres em primeira e última instância não são preferências e compatibilidades entre duas personalidades na sua tri-dimensão física-emocional-mental, mas um reconhecimento mútuo de uma Matriz Comum entre duas Almas, que se encontram e se impactam por Desígnio.
Quem Designa?
Como Age tal Desígnio?
Essa é a temática de todo o filme Adjustment Bureau, cujo final redimensiona retrospectivamente toda a sequência de acontecimentos.
Dou muitas vezes comigo a fazer esse redimensionamento na [minha] vida.
Na perspectiva multidimensional, em que passado-presente-futuro se impactam simultaneamente, isso pode ser percebido momento a momento.
Não num raciocínio analítico-interpretativo de acontecimentos sincrónicos, mas numa captação subtil e secreta da orquestração em curso, quando a Consciência Celeste e a Terrestre estão em Antena de Síntese. Tal orquestração não se traduz num pré-determinismo, mas Sente-se na vibração diferenciada da Emoção que impulsiona uma acção, que eu identifico como um dar-comigo-a, num acto de fluxo espontâneo consciente.
Só conhecemos o nosso Alto Comando Central quando O Somos.
Entender esse Comando como externo a Nós é a causa de toda a resistência, sabotagem, subserviência por delegação do poder a outros, ou domínio sobre outros por apropriação do seu poder. Porque essa separação ora activa o 'submisso' ora o 'rebelde', internos e/ou externos, ambos como resposta ao 'dominador-tirano', interno e/ou externo, que é visto/apresentado como o Comando ao qual se deve obedecer. Pessoas com personalidade autoritária e dominadora, muitas vezes auto-justificadas por intenções e acções supostamente derivadas de um desígnio superior, tendem a tirar partido do lado 'submisso' dessa equação em alguém, e tendem a entrar em conflito reactivo com o lado 'rebelde' dessa equação em alguém. Esses mecanismos não encontram mais onde enganchar num Ser Integrado. Um Ser Integrado não equivale a uma personalidade dominadora, da mesma forma que o Poder Interno não equivale ao poder exercido por essa personalidade dominadora. A diferença observa-se nas respostas reactivas desta última, em contraste com a Estabilidade psíquica (não fria) inerente à Integração. Mas antes desta Integração se Estabilizar, esse tipo de dinâmica pode ser uma prova activadora-aceleradora da Integração. Cada um atrairá a prova que lhe corresponde para activar cada Acção no âmbito do Posto que Assumiu.
No plano pessoal podemos sentir-nos desconcertados com certas provas (iniciáticas!), mas no Plano da Alma Sentimo-nos Cúmplices, em contínua Gratidão, e até Espanto quando descobrimos que afinal não se tratava de uma prova, mas de um legítimo Desvio da rota menor, confirmado numa conhecida canção . . .
Quando um certo alguém Cruzou o teu caminho E te mudou a direcção Chego a ficar sem jeito Mas não deixo de seguir A tua aparição
[thus I became My Ghost]
Quando um certo alguém Desperta o sentimento É melhor não resistir E se entregar
[but by then, My Ghost was all I could Be]
Me dê a mão Vem ser a minha estrela
[so, Starry Ghost I remained]
. . . e quantas outras canções que teimaram e teimam em soar por dentro em versos de encomenda . . .
Então, só devemos Obediência à Vontade Divina que Somos Internamente e que se faz Conhecer em Pura Acção Sincronizada, não por estratégia pessoal. Não que uma coisa tenha de estar separada da outra, mas com certeza a primeira tem de preceder e desdobrar-se na segunda, não deixando espaço para o inverso nem para a dúvida.
Assim, não se trata de divulgares estrategicamente onde e quando preferes ser encontrado - enquanto noutros espaços de divulgação exibes outras realidades onde não me enquadro e que me fazem retirar do teu cenário - e depois quando o lado IMpossible da Vida nos sincroniza num mesmo tempo-espaço, fora do teu controlo, finges que não me vês ou que não me conheces. Isto é inverter a Ordem, logo, o meu Sistema Interno não me move em resposta à estratégia pessoal.
Nenhum poder não-alinhado a essa Vontade tem essa Autoridade Legítima.
Aqui reside também a dificuldade de muitos de nós reconhecerem legitimidade a autoridades institucionais que sabemos visceralmente que apenas executam leis humanas ao serviço de interesses parciais, no contexto de um consciente colectivo fragmentado e dissociado da LEI.
Internamente, essa Vontade não deve ser confundida com uma personalidade dominadora, cujo poder não Emana do Alto Comando Central mas antes age como uma réplica do mesmo. Quando isto acontece, a pessoa pode ficar permeável às sedutoras forças sombrias da Matriz de Controlo, que lhe podem dar uma sensação de plenitude através da aprovação e sucessivos sucessos mundanos, que exigem dela uma articulação contínua daquilo que serve essa Matriz no seu melhor, e que por isso cria a ilusão de progresso inovador. Isto percebe-se quando uma pessoa aparentemente realizada no mundo, na verdade está estacionada num mesmo nível de plenitude, cujo tédio ela compensa com acrescidas doses de mais do mesmo, mas que nunca suprem a tal Carência Essencial que ela tanto adia atender. Até que um dia ela redescobre que a Luz nunca se impõe, nunca lhe exige, nunca a consome, mas antes lhe mostra o próximo nível de Plenitude que a aguarda por Desígnio, e que nesta altura se alinha à próxima Estação Dimensional da Consciência Humana e Planetária.
Agora que já vimos o Quem e o Como, o Desígnio redimensiona-se para dentro e para além dos dois, da mesma forma que "Dar e receber" se corrige para fora de qualquer noção de troca retributiva que nunca fez parte do meu Movimento. Resgatada a Ordem Original que impulsionou o Movimento, podemos voltar ao ponto de partida libertos de todo o tipo de amarras. Mas, como diria um bem humorado colega meu num passado remoto: "Agora já somos outros." Sim, numa década, mudei de pele muitas vezes, umas partilhando outras reservando.
Mas, diz a Voz da Essência: "Continuamos os Mesmos."

Quando a Vida te põe diante de um passo que Sabes que tens de dar, por mais que não tenha vindo dos teus planos de vida, mas se apresenta como parte de um Plano incontornável que Espelha o Teu Mundo Interno, e Sabes desde logo, pelo primeiro impacto, que esse passo fecha portas anteriores na tua vida, portas estas que tu não queres de todo fechar, tens duas opções: ou segues o Teu Plano Interno e avanças para a Estação Seguinte da Consciência que te está a chamar a Ser noutra Oitava, ou segues os teus planos de vida rumo ao sucesso mundano garantido, a que eu chamei dar mais uma volta no carrocel. E quando dar mais uma volta no carrocel te continua a dar a sensação de liberdade, ficas a dar infindáveis voltas no carrocel, mesmo que a paisagem seja sempre a mesma, ainda que com faces diferentes e roupagens inovadoras, diferenças e inovações às quais aderes para justificar aquela que era a plenitude anterior mas que Sabes que já não te plenifica, porque foste Tocado pelo vislumbre da plenitude seguinte.
Porque: Do lado de fora para dentro, desde que estejas a praticar a fórmula que o mundo aprova, nunca vai faltar sucesso, por mais que a fórmula esteja gasta em termos de Plenitude Interior. Do lado de dentro para fora, desde que estejas a praticar a não-fórmula que te vem da Essência Interior, por mais que nunca tenhas sucesso no mundo, nunca te sentes gasto em termos de Plenitude Interior. E, eventualmente, será essa a não-fórmula que o mundo acolhe de ti, sem concorrência, sem ambição megalómana, mas na exacta medida da tua contribuição única.
E já agora, o que disse também se aplica ao insucesso crónico, que é o outro lado da mesma fórmula dual que o mundo aprova, para ter o contraste que justifica a perpetuação do mesmo sistema.
Onde te sentires a viver no paradigma sucesso vs. insucesso, sabes que estás preso à terceira dimensão. Da quarta dimensão em diante o paradigma é auto-Realização do Ser Total, que significa Corporificar o Plano que trazemos na nossa Matriz Original: trazer o Mundo Interno para o Mundo Externo, que gera somente situações Win-Win. O actual sistema ainda não sabe nada sobre isto, mas como os conceitos Internos vêm sendo des-ocultados pela onda da Nova Era, isso facilita ao velho sistema adoptar os conceitos e vestir-se do 'novo', numa imitação que só convence quem ainda não está em Contacto com o verdadeiro Mundo Interno. Não quero com isto dizer que é preciso ser ocultista para ter este Contacto - e aproveito para dizer que não me enquadro nessa designação - mas quero sim dizer que des-ocultar conceitos para serem lidos superficialmente e depois apropriados e convertidos em fórmulas psicologicamente mercantilizadas fazendo-se passar pela corporificação da Alma no Mundo, é só a substituição de uma humanidade-rebanho antiquada por uma humanidade-rebanho moderna, uma humanidade geradora-seguidora de fórmulas externas promotoras do mesmo tipo de pseudo-liberdade escravizante com uma aparência e eficiência tendencialmente optimizada.
Então, na minha cansada observação de mais do mesmo em sucessivos upgrades do mesmo jogo planetário, digo: "Tomara que esta humanidade alcance logo o topo da optimização para rapidamente perceber que nada alcançou na Auto-Realização Total, apenas esgotou a Estação anterior". Mas na observação dessa desalmada escalada horizontal divorciada da vertical, não posso deixar de sentir o perigo, sabendo que para uma humanidade que ainda não sabe ao que veio, esgotar a Estação anterior significa esgotar o planeta Terra e ir à procura do próximo planeta para esgotar; sabendo que para uma tal humanidade evolução é tecnologia, e portanto uma proposta de optimização externa através da mistura de biologia original com bio-tecnologia artificial é vista como o horizonte top; sabendo que tal proposta não é apresentada como uma opção consciente mas como uma imposição infiltrada já em curso, porque os seus autores se auto-elegeram como originadores do próprio deus criador, conforme expressado por Ray Kurzweil - que mais recentemente, em 2012, foi contratado pela Google (!). Portanto estas coisas não estão longínquas, embora possam escapar às aparências. E quando entidades municipais (!) elegem uma rede social, neste caso o Facebook, como única e oficial forma de acesso e participação em certas iniciativas suas, em teoria destinadas a "todos" mas limitando-se assim àqueles que interagem nessa rede, fica claro como é fácil uma empresa (!) dominar o comportamento colectivo.
Ainda assim, tudo isso se torna relativo quando dimensionado além 3D, porque tudo isso que é apresentado como futuro não vai além de 3D.
Enquanto isso, outros usam e aperfeiçoam a mesma tecnologia externa, mantendo-a no seu lugar externo, para evocar a Origem da qual não somos Criadores, mas humanamente co-criadores Aqui.
E claro que a Arte está Atenta e INteressada nisso.
Estes criadores dão-nos oportunidade de Ver:
- o Espaço: Puro Vazio Potencial Feminino de onde tudo Origina
- o robô no seu lugar e no seu melhor: ao serviço do humano e face-less
Endless Shades of Black End where Infinity Begins
Grata e ilustrativa ponte, para esta maria que anda sempre a escurecer os vários pretos de fundo em imagens para os pôr em fase com os black backgrounds em todos os meus espaços digitais, para além do uso do preto em todo o projecto criativo, cujo sentido expus no Círculo 1 deste WebSite.
É humanamente válido e propositado recriar o Infinito no finito, nessa evocação Metáfora-Espelho, ilustração da Meta que é Tecnologia Interna Imaterial materializada, desde que uma não substitua a Outra, desde que não se dê uma transferência da Meta Interna para a máquina. Transferência é auto-negação da Potência, é a não assumpção na escala Humana do Plano de Auto-Realização do Ser Total de dentro para fora. Equivale a dizer:
Isso é Poder a mais para mim, só a máquina pode, eu não.
NUNCA DEIXES NINGUÉM CONVENCER-TE DISTO!!!

De volta ao Dois, em Um, onde a Escuridão é Verdadeira INtimidade em União com a Fonte nesse Profundo Espaço Feminino sem o qual o Homem não Nasce, não Se ReConhece, não pode Revelar a própria Fonte que o gerou, o habita, o aguarda para também Ela ser Revelada, Conhecida em toda a Criação e co-criação, através da Mulher.
A Revelação dá-se no Encontro. O Encontro dá-se na Revelação.
No contexto Terra, e no seguimento do que disse no início, se eu afirmar:
Mulher é à partida um ser completo Homem é à partida um ser incompleto
(como a biologia, gestação, anatomia humana o confirmam)
isto permite entender toda a distorção redutora feita por uma civilização terrestre auto-proclamada de domínio do homem sobre a mulher, onde um Masculino amputado se impôs à custa de um Feminino mutilado. Em tal civilização, o homem não evoluiu para a INtegração Masculino-Feminino, assim como não evoluiu para a relação com a mulher, uma vez que lhe bastava exercer o seu domínio sobre ela. Domínio-submissão é a versão sombra do legítimo e sagrado anseio Feminino, na mulher como no homem, pela Entrega e Rendição Receptivas ao Supremo.
Mas o reino das sombras está a chegar ao fim, por Rendição das mesmas.
Muitas de nós, Mulheres, tanto em tempo-espaço vigil como onírico, estamos tendo uma Acção Viril nessa finalização. Num sonho em final de Outubro, eu própria fechei a porta da pornografia para o mundo. A seguir, testemunhei a emergência, num Erotismo Axial, do N*OVO Masculino a partir do Feminino Integral - esta é a Ordem das coisas Aqui!
Foi marcante este sonho antecipar uma ponte com um vídeo que surgiu na manhã seguinte sobre Intersexo - um termo que desconhecia para designar pessoas que nascem com anatomia genital indefinida ou mista. Desse e outros vídeos que vi, alguns documentais, ficou-me um diálogo entre o entrevistador e uma criança intersexo, que aponta o foco para o que é relevante na actual polémica questão sobre o género:
Entrev. - Where are you a girl? Criança - Inside (apontando o seu coração)
Entrev. - Where are you a boy?
Criança - Outside (referindo-se às suas preferências comportamentais)
Fiquei atenta a perceber se chamavam 'she' ou 'he' a essa criança. She.
Esta circunstância tende a conduzir na direcção da redefinição do que é 'ele' e 'ela'. Numa altura em que a opção de mudança cirúrgica de sexo em pessoas com anatomia genital normal se está a banalizar de uma forma inquietante em jovens com idade cada vez mais prematura, abrangendo filhos de celebridades cujos pais apoiam publicamente essa decisão prematura dos filhos, este é um tema complexo que pede urgente abordagem.
Se isto se passasse com um filho meu, orientaria-o a descobrir primeiro quem ele é psiquicamente. Depois, orientaria-o a questionar-se sobre até onde ele se define pelo seu órgão genital. Num processo sério e profundo de auto-descoberta, que em si implica um compasso de tempo e maturação, o mais certo seria ele descobrir quem É em Essência e portanto tomar consciência de que ter encarnado com o sexo masculino não foi um engano, mas uma escolha, ou uma não-escolha INtencional. Em tal processo, a sua identidade iria emergir da Consciência Superior de Si, e não de alguma imatura identificação transitória no decorrer do crescimento e formação num mundo repleto de influências tendenciosas e confusas. Mesmo sem envolver mudança de sexo, a minha postura face a uma homossexualidade seria a mesma.
Não abranjo nesta mensagem pares do mesmo sexo, porque não é esse o ponto de partida da Criação nem é o destino da Humanidade. É uma circunstância, diria hoje em muitos casos equivocada. Nos casos em que não é equivocada, não vemos o foco ser colocado na identidade genital, mas antes na identidade psíquica. E nestes casos, quando Amas conjugalmente um ser do mesmo sexo, supostamente o facto de ires lidar intimamente com um sexo igual ao teu em vez de um sexo oposto deverá fazer parte da definição identitária, em vez de se tornar um requisito de alteração de sexo genital.
No mais, claro que os direitos e a não-descriminação devem ser salvaguardados. Mas psico-sociologicamente, e sobretudo espiritualmente, esta circunstância é mais profunda do que a questão da igualdade. A forma com que as pessoas nascem não é decidida na Terra, é pré-terrestre. Decisões de alteração dessa forma precisam de ter precedente Interno. Eis onde o INvestimento deve ser colocado em primeiro lugar, sempre.
E já agora, Androginia não é sinónimo de transgénero, nem de abolição do género, nem de abolição de um dos géneros. Tenho traços psíquicos e físicos marcadamente andróginos e sou 100% Mulher. Porém, dificilmente me vais ver vestida ou agindo em estilo apenas feminino. O masculino está incorporado subtilmente em tudo. Esse casamento Yin-Yang interno é determinante em tudo o que vivo externamente. E sinto visceralmente todas as dinâmicas internas e externas entre o feminino e o masculino na humanidade e no planeta, mesmo onde não tenho linguagem para o exprimir.
Mas há muitas linguagens, e esta é uma das minhas eleitas.
Apenas um recorte da foto que retrata o recorte.
A moda volta a fazer subir o cós, eu corto-o.

maria, 2008
Este Sentir Total faz parte de ser Mulher.
O conhecimento deste facto fez parte das Culturas Antigas da Terra, e precisa de voltar a fazer parte das culturas actuais. Isto não significa um predomínio da Mulher sobre o Homem. Significa apenas restituir cada um ao seu lugar e proporção, face ao planeta e à galáxia em que vivem.
Assim, no mesmo contexto e seguimento de cima, se eu afirmar que uma civilização terrestre fundada no Feminino é à partida equilibrada, isto permite compreender porque é que o oposto disso nos vem tratando como seres incompletos, desde o instinto à intuição, podando e moldando tudo o que existe ao meio para servir apenas um tipo de progresso, um tipo de prosperidade, um tipo de economia, dentro do paradigma civilizacional terrestre dominante.
Observa-se isso numa arquitectura urbana de controlo e atrofiação comportamental, excessivamente voltada para um tipo de segurança protectora que incute o próprio medo subliminarmente, gerando dependências condicionadoras inconscientes em vez de actos plenos de presença total. Configurações gráficas baseadas na Geometria Sagrada são redutoramente manipuladas e manipuladoras em torno dos mesmos fins. Para além dos inúmeros exemplos disso à nossa volta no presente, observa-se isso em muitas propostas ditas futuristas, umas já existentes, outras em projecto, como algumas que vi ao visitar pela primeira vez neste Verão o novo Maat, visita que não me expandiu. De costas para o Maat, e sob a generosa sombra da sua arquitectura imponente, esta continuou a ser a Visão que me cativou:

maria, Agosto 2017
.
.
.
Chegada aqui, parece que suspendi
Uma leveza súbita que não previ
Depois do que escrevi e reli
Não sei o que vem por aí
Só sei que não tem fim

Is this message about Love?
Are boundaries becoming even with bridges?
Will We Rise as Two, in One?

Lumina Cascais, maria, Setembro 2017
. . . Os Desdobramentos . . .
No dia seguinte a publicar esta mensagem, que ficou neste inesperado ponto de suspensão, sem prejuízo, porém, para a sua coesão, parti para o interior centro de Portugal, de visita a uma vila que é terra-natal e actual residência de uma pessoa que conheço desde que vim morar para São Pedro em 1992, e com quem uma amizade do tipo familiar se estreitou mais recentemente, aceitando o seu convite de estadia em datas à minha escolha.
Escolhi 11-12-13 de Dezembro, com partida a 10 e regresso a 14.
Parecia movida por uma urgência em ir ainda em 2017, sem adiamentos.
Sem o saber, esta viagem revelaria um fio de continuidade desta mensagem.
Todos os movimentos por lá tiveram uma condução de significado em sintonias multi-D, que se desdobraram mais tangivelmente quando as reuni depois numa composição com as fotos que tirei e a escrita que se gerou, partilhada somente com quem me recebeu, sugeriu, acompanhou nos percursos. Enquanto escrevia esta composição, percebi que alguns segmentos pediam para ser trazidos ao meu espaço de partilha digital, sem saber ainda qual. Fui então percebendo que só podia ser aqui, no corpo desta mensagem - em auto-citação:

"Em 11, subi-me ao Campanário da Matriz.
Tocando levemente a componente feminina do sino, sem a intervenção da componente masculina - Um tom soou.
Tocando levemente a componente masculina do sino sem a intervenção da componente feminina
- Nenhum tom soou.
O sino que a Vila ouve
é posto a soar por um mecanismo externo, um pseudo-masculino, mecânico,
que bate fora sem acesso dentro . . ."
Uma observação aparentemente óbvia para a generalidade dos sinos na actualidade impactou-me por esta outra via, tendo eu tão presente a dinâmica feminino-masculino dentro-fora, em particular no âmbito desta mensagem na sua vertente de ligação ao Som.
Antes de ter decidido subir ao campanário, que por sinal só foi possível porque a porta de acesso ao mesmo se encontrava partida, mal entrei nesta igreja matriz, notei que havia 'música ambiente' a tocar, o que de imediato me incomodou como algo fora-do-lugar. Explicou-me o meu anfitrião que essa novidade foi ideia do actual padre, ao que eu respondi sem ocultar a dissonância sentida que "para mim um templo é um local de silêncio" e que assim passou a ser um local ao gosto do padre.
Num passado recente, já tinha constatado tal facto e sentido tal dissonância quando visitei a exposição documental-científica "Quem é o Homem do Sudário?", ocorrendo numa ala interior de uma igreja de Lisboa, onde um homem sentado a uma mesa que fazia de recepção tinha um rádio (!) a tocar 'baixinho' sintonizado no posto à sua escolha (!).
Voltando ao Sino, no regresso desta estadia pude confirmar, agora com redobrada percepção, a diferenciação do seu Soar:
Perto de onde vivo em São Pedro existe uma igreja de arquitectura não ortodoxa. Não sendo eu frequentadora, desta ou de outra, senti desde sempre uma estranha incompletude naquela torre-campanário quadrangular desprovida de Ligação Central ao Alto, que nos primeiros tempos fazia soar o sino hora a hora, com o número de toques correspondentes a cada hora, mas em anos recentes deixou de o fazer. Em 2017, com a vinda do papa a Portugal, pelo centenário das Aparições de Fátima, notou-se que houve um acréscimo de sinos, passando a tocar melodias, todas elas previsivelmente soando a partir desse tipo de mecanismo externo. Ficou então claro o contraste, também visivelmente observável da minha janela:
Há um Toque que Soa diferente, creio que posto a soar em chamado final para a missa - neste posso aperceber-me que o Sino Dobra, Soando por Inteiro.
A diferença nota-se no Tom Profundo e Rítmico e no prolongamento da Vibração, enquanto que as batidas externas têm um som curto, seco,
por mais melodiosas que sejam as notas.
Eis o retrato da civilização cessante
a par d'O Som que Restaura a Matriz Original.
Mulher é à partida um ser completo Homem é à partida um ser incompleto
Cuidar do Feminino é Cuidar de Tudo
Cuidar do Masculino é Cuidar de Parte
O Feminino abrange
O Masculino divide
O Feminino contém
O Masculino é contido
Assim, Escutar a Forma é Escutar o Feminino em Tudo.
Sem essa Escuta, o Masculino não Cria, apenas faz . . . e desfaz . . .
Sem o Feminino, o Masculino é Potência imatura.
Sem o Masculino, o Feminino é Potência obscura.
Com ambos, o Acto Criador é Potência Revelada.

"Em 11, fui levada à Mãe dos Homens
. . . re-evocando e re-invocando Ela em Mim, conforme já me tinha sido dito por dentro anos atrás"
Encontrava-se numa pequena capela, não aberta ao público, mas cuja imagem e História o meu anfitrião fez questão de me mostrar e relatar, tendo para isso valido o seu prestígio na Vila em lhe ser cedida a Chave, ainda antiga, que segurei na minha mão e lhe entreguei de volta.

"Em 11, fui apresentada ao primeiro europeu no Tibete
Li-lhe parte da história face ao contraste civilizacional, antes de construídas as pontes que ligam Mundos, pré-anunciando a Síntese pós-História"
"Em 12 ( . . . ) quis Ver a Vila pelos Olhos do Cristo-Rei

A Ele, aqui em réplica, não fotografei, mas da Sua Vigilante OmniPresença Comunguei, e Registei

assim como a Árvore multi-plantada à Sua volta, com sua delicada flor de cor branca, simultânea ao seu esférico fruto de cores solares, crescendo e derramando-se abundantemente, sem que a mão do homem ali os colha, e os converta na água-ardente Contemplei a Flor Provei o Fruto"
Reservando e mantendo boa parte desta composição na sua própria dimensão, inclusive no que ela tem de particular entre mim e as pessoas que me receberam, no seu todo nada foi programado por mim, mas revelou-se assim o Fio Condutor que me levou ali – Sentir, Traduzir, Sintetizar, Semear.
Numa Sintonia antecipada com essa Condução, tinha levado comigo um livro de mandalas para colorir que tinha ganho de presente num Natal anterior. Uma mandala foi escolhida e pintada durante os três dias 11-12-13, à qual se juntou uma outra formação igualmente mandálica com elementos de uma significativa Árvore visitada.
Esse conjunto foi o meu Presente, em Presença, numa constatação então ainda não verbalizada mas criativamente intuitiva de que aquela, como porventura outras, é uma Vila predominantemente masculinizada, dando mostras de carência do Aspecto Feminino nas suas decisões e actividades.
E sendo a Mandala, em Essência, Ordem Harmonia Beleza:
"Completou-se assim este Jardim Mandálico. Nele está predominantemente presente o aspecto Feminino da Criação, tão necessário para equilibrar um mundo excessivamente masculinizado por um patriarcado esquecido da Origem."
Por fim:
"No trajecto de regresso, testemunhei em silêncio reverente as vastas áreas ardidas nessa região Central de Portugal. E testemunhei também os muitos novos rebentos, uns espontâneos outros plantados, em solos fertilizados pelas cinzas, renovando a vida e imprimindo novos contornos e memórias no espaço-tempo."
Quando recebi o "presépio" mandálico neste Natal,
reconheci nele também essa Cura da Floresta, dentro-fora.
Árvore da Vida em Acção

Sem fim:
Na manhã de 13, uma das mulheres daquela família, que eu ainda não tinha conhecido, veio bater à porta da casa de família, que foi posta à minha disposição e onde fiquei hospedada sozinha. Veio apresentar-se e conhecer-me. Convidei-a a entrar, sentámo-nos à mesa, conversámos brevemente, e depois ela foi-se embora com ar atarefado. Poucos minutos depois ouvi bater de novo à porta, abri, era ela de novo. Trazia consigo um balde cheio de lenha para que não me faltasse, pois ali fazia muito frio. Não era minha intenção acender o fogão de manhã, mas perante esta atenciosa e espontânea dádiva, pedi-lhe que me ajudasse a acendê-lo, ao que ela logo se prontificou, permitindo-me constatar que cada pessoa que vi acender aquele fogão o fez de modo diferente. Depressa eu tive um fogão aceso, de fogo ardente.
À saída disse-me:
"Não apanhe frio.
Não deixe apagar o Fogo."

L i g h t M y F i r e can Sound in Multi-W a v e L e n g t h
But the time to hesitate is d e f i n i t e l y g o n e
There's a lot more to S*He than meets the eye
It will Land Where When How It Must
I ' m M u l t i - S t r e a m i n g
Don't just read me,
H e a r M e

No mesmo dia em que acrescentei a esta mensagem o seu primeiro Desdobramento, os meus anfitriões na Vila que visitei ao Centro vieram fazer uma estadia à sua casa em São Pedro. Três dias depois, acompanhei-os ao local que já traziam intenção de visitar: Mosteiro dos Jerónimos, Belém.
Porém, sem o sabermos, era dia das portas estarem fechadas ao público.
O horário solar colocava o foco nesta fachada, salientando a parte do edifício recém restaurada. A minha Atenção foi atraída para o Campanário, aqui em inequívoca Ligação Central ao Alto, e para a rosácea-mandala recebendo um Raio de Sol só para ela na parte da fachada à sombra, Acendendo Dentro . . .

When both the Fire from Above
and the Fire from Below are Lit
you do "give up defining yourself
- to yourself or to others.
You won't die. You will come to Life.
And don't be concerned with how others define you. When they define you, they are limiting themselves,
so it's their problem.
Whenever you interact with people,
don't be there primarily as a function or a role,
but as a Field of conscious Presence.
You can only lose something that you have,
but you cannot lose something that you are."
- Jim


E v e r y t h i n g is a Field of Consciousness,
Consciousness seeking to be conscious of Itself.
This is the very Role of Humankind on Earth,
through this very conscious Presence,
through an Attention that Is INtension
behind and beyond intentions.
- mary
Sendo a proposta Soar o Sino por Inteiro
e Activar correspondente Escuta por Inteiro,
para trazer agora aqui as peças seguintes no Desdobramento, cito uma clarificadora diferenciação de James Finley neste segmento dos seus áudios sobre Thomas Merton já antes referenciados:
"We have to be very careful not to interprete Spiritual Truth psychologically."
Porque estando a consciência humana ainda predominantemente investida na auto-afirmação da personalidade como identidade central, é esse tipo de interpretação que ainda tende a ocorrer face ao que é partilhado, traduzindo-se em escuta numa oitava menos abrangente do que o Som contido na transmissão, contraste que podemos equiparar a sentar-se num dos sofás a um canto e escutar apenas a partir de um ângulo de cada vez, o que tem o seu lugar como escuta analítica, mas é apenas Parte.
The same Stand Point still stands from the beginning of IMpossible Tudo.

Numa era em que o auto-conhecimento em consciência vem usufruindo do inequívoco contributo pioneiro do psiquiatra Carl Gustav Jung no avanço da psicanálise como principal abordagem psicoterapêutica, o espaço que se abre nesta mensagem para o seu legado põe o foco na sua afirmação da dinâmica integrativa entre Feminino e Masculino dentro-fora, que se desdobra em todos os aspectos da existência planetária.
Indissociavelmente, saliento que a própria via pela qual Jung acedeu a este conhecimento evidencia que ele atendeu ao chamado interno dessa dinâmica viva em si próprio, na vertente Feminina ao permitir-se mergulhar na obscuridade e na vertente Masculina ao trazer à superfície e cunhar com linguagem própria o que encontrou, primeiro em si próprio e depois nos demais, na sua individualidade e colectividade, construindo pontes entre as camadas da consciência humana dentro da Consciência Universal. Ele nunca o poderia ter feito se não tivesse acolhido aquela necessidade imperativa de trazer luz aos seus próprios conflitos interiores, e se tivesse ficado apenas pela psicanálise freudiana.
Assim, tanto os seus seguidores enquanto psicoterapeutas e afins, como a humanidade em estágio psicológico de evolução, precisam de transcender a análise dissecadora da psique e o foco na personalidade em direcção à Identidade Integral, em INfinita micro-macro expansão. Para que a Página da Psicologia Junguiana não se torne numa etapa retentiva virada sobre si mesma, gerando psicólogos junguianos e afins que se sentem realizados em definir aqueles que os procuram (ou que eles observam e analisam) segundo parâmetros que um dia Jung estabeleceu como tipos básicos de personalidade, tendencialmente tornados fixos, pelo próprio ou pelo terapêuta - como aquela máscara que alguém colou no rosto da pessoa que dormia, no filme que vi na adolescência - como eu própria pude testemunhar ao preencher um dia tal questionário de avaliação e o sentir angustiantemente redutor da minha totalidade mutante, perante opções assentes no 'ou' e impossibilitantes do 'e', angústia confirmada pelas previsíveis conclusões tiradas pela psicóloga na posse triunfante do dito questionário preenchido.
Dos Bastidores da Totalidade emergiu então esta tripla peça Síntese de multi-Confirmação, claramente pelo rasto DREAM iniciado no 10. Nada pesquisei, o que evidencia a acção de outros bastidores na navegação online em ambientes Google (logged off). Em última Instância é a Vida em Nós que Tece nas redes . . . e nos entrega as peças do SONHO:
Carl G. Jung - The Wisdom of The Dream
A Life of Dreams 1/3
A World of Dreams 3/3 <<<
Não sendo o estudo a minha via de conhecimento, mas tendo no Sonho (estágio onírico da consciência) uma Fonte de Hiper-Ligação à [minha] Matriz Original em contínua Activação de Memórias Anímicas, senti uma grata Sintonia com este documentário, em constatáveis pontes com vários elementos que fazem parte desta mensagem e do meu fluxo de vida reflectido no meu fluxo digital como um todo. No final, dentro da parte 3/3 onde se concentram essas pontes, é deixada uma bela imagem, directa e simbólica, que traduz a Essência do contributo de Jung, em reforço do que exprimi acima sobre o rumo não-retentivo a dar ao seu legado. Ele foi o homem que desobstruiu os leitos e as correntes dos rios psíquicos, religando a Fonte ao Destino Oceânico em cada um e em todos nós.

A visualização do documentário acima re-evocou um vídeo que vi no verão e quis integrar nesta mensagem. Como o ponto focal se encontrava em três minutos e vinte segundos, cheguei a gravar essa parte apenas em áudio, mas este editor de blog não permite adicionar áudios. Como a Vida continua a entregar, ao revisitar agora esse vídeo, surpreendentemente desta vez o meu olhar captou outras apresentações da mesma pessoa que antes pareciam não existir, encontrando o vídeo que se segue numa forma mais acessível e serena,
além de legendada e em tradução consecutiva.
Não se trata apenas de uma, ou mais uma, apresentação sobre Crop Circles.
O que me cativou desde logo no outro vídeo foi a própria presença da apresentadora Francine Blake, na sua abordagem pela perspectiva Feminina, inerente a este fenómeno, distinta da típica abordagem racional-analítica, muitas vezes rebuscada, que tenho visto. Então, decididamente, Francine tinha um lugar marcado nesta mensagem. Revejo-me na ordem dada aos registos fotográficos seleccionados e na procura de palavras para traduzir um entendimento que é holisticamente visceral. Sinto Encontro na sua sábia busca de respostas em ponte e consulta ao povo Kogi sobre este tipo de ocorrência, e na resposta recebida destes "irmãos mais velhos" remetendo para um questionamento da natureza do Solo, evidenciando o quanto estes a quem eles chamam "os irmãos mais novos", referindo-se à cultura ocidental da dita raça branca, se separaram da Terra, deixando de sentir e pisar a terra com os pés, como eles fazem. Criadores interdimensionais de Crop Circles e povo Kogi certamente não se estranham entre si.
Esta apresentação em particular, também me remeteu para o conceito original das minhas Bolsas de Harmonização, que sofreu adaptações para o tornar digamos mais 'terra-à-terra'. Soube desde logo que esse tipo de adaptação redutora deturpou parte do sentido original, acabando por não encontrar aqueles a quem porventura se destinavam. Há muito que venho sentindo um apelo em reformular esse segmento. Talvez tenha chegado o momento. A forma de apresentar pode variar, mas os Signos inerentes aos Símbolos - neste caso concentrados nos Fios de Harmonização - são parte da [minha] Constante criativa. Eis o que mais se aplica a esta mensagem:

Vai ficando mais fácil de perceber porque a linguagem Crop Circles é afim comigo, e contigo, mesmo que ainda não o saibas . . . mas podes saber . . .
Francine dá um sensível contributo, pessoal e universal.
A forma como o conteúdo desta mensagem continua a desdobrar-se revela que, nela, o Espaço permanece a Constante, enquanto a variável temporal se dissolve na Ordem Sincrónica atemporal, para quem o Presente equivale ao [meu] Centro-Coração, lidando com Passado e Futuro em contínua INversão,
quer ascendendo a Terra ao Céu, quer descendendo o Céu à Terra,
Enraizando e Enraizada no Solo Acima,
que Semeia e Enraíza somente no N*OVO Solo Abaixo.
Ongoing IMpossible Grounding,
Thank you for taking It IN
.
.
.
as Food from the Soul Spirit Essence
for the Whole Body

Na minha estadia na Vila perto do Centro, todas as hortas da família foram postas à minha disposição. "Nós não estamos habituados", disse-me gentilmente a mesma mulher que me advertiu para não deixar apagar o Fogo, dando-me a saber que tinha tomado conhecimento da minha alimentação vegetariana. O meu amigo-anfitrião teve o discreto cuidado de informar todos sobre esta sensível particularidade inerente à minha presença. Desde o primeiro momento em que o informei, cerca de um ano atrás, senti nele um imediato e silencioso respeito expresso também nesse doravante cuidado de não trazer ao meu Campo o que pudesse causar-me mal-estar, ou mal-estar mútuo. Na sua recente estadia em São Pedro, sabendo eu que ele e a companheira iriam a Lisboa para a tal visita ao Mosteiro, sugeri-lhes o 'meu restaurante vegano' na cidade. A sugestão foi bem recebida e convertida em convite a mim a acompanhá-los, e foi depois bem apreciada e guardada como referência futura.
Há algum tempo que sinto vontade de partilhar aqui o nome deste pequeno restaurante onde me reconheci e até no nome me sorri, que há anos me foi indicado e tenho indicado a algumas pessoas e onde tenho levado família e amigos, adoptando-o como raro espaço onde me é possível desfrutar uma refeição em conjunto. Mas perante certas emissões online do tipo 'tanto faz', por enquanto reservo-me de deixar aqui essa referência, por uma questão de protecção. Porque quando lá entro, o meu olhar encontra-se com o olhar da equipa que recebe e dá-se um mútuo reconhecimento sem palavras, somente possível entre pessoas para quem a Alimentação é parte integrante do Campo de Consciência em que cada um se move, não uma área à parte tratada como uma variável 'opção de menu' entre outras, como se a Vibração inerente a cada Campo pertencesse a essa horizontalidade. Quando se sente a verticalidade nos corpos, identifica-se aquele Outro tipo de Distinção que não se confunde com qualquer fronteira que se imponha de fora para dentro. Assim, a porta está lá, aberta a todos, mas através de mim irão aqueles que se abrirem a essa Outra Oportunidade, ainda que momentânea, mas não aleatória.
THIS IS the Way eM*We Move
. . . [out of] the Crowd into the Next IMpossible Planet Earth.
Otherwise we remain part of the problem, not of the solution.
No início de 2018 gerou-se um conjunto neste âmbito que direccionei aos meus filhos, Alexandre em alimentação omnívora, Afonso em alimentação vegetariana há um ano. Incluiu a imagem-citação acima, que recortei do site dessa pessoa da qual tomei conhecimento num passado recente, e um vídeo num tipo de abordagem que não tem feito parte da minha linha de partilha nesta vertente Alimentação - porque não foi por essa via externa que se deu em mim a mudança para alimentação não-animal - mas que me pareceu bem proporcionada face à herança no consciente/inconsciente colectivo.
O site e respectivo canal YT (pt/br) são uma abrangente e selectiva fonte de informação para quem se sinta preso à herança por receio de défices nutricionais. O vídeo (legendado pt/br) complementa essa informação num concentrado abrangente com força desprogramadora, para quem se sinta preso à herança pela via dos hábitos de consumo. É tempo de cada um encontrar no seu Coração a Coragem de se questionar e de se confrontar com as crenças e incongruências dessa herança, especialmente tendo em conta o modo como ela é hoje praticada. Não uma coragem ofensiva-defensiva mas uma Abertura Compassiva para com todas as formas de vida no planeta em suas respectivas gradações de senciência, como parte do processo evolutivo humano e planetário dentro da Consciência Universal.
As you Decide and become INvested ON the Next Planet Earth, the corresponding Field of Consciousness, with everything and everyone in It, Shifts accordingly. So no, it is not random, every single action counts.
Oh, and don't worry about becoming obsessive or being seen by others as 'fundamentalist' - this is only a convenient and modern excuse to stay hooked to the old Earth, while She profoundly needs us to unhook
and liberate Her to Her own Next Stage along with Us.
Hence, if i disappeared from your present Field,
it is only because I have been Calling and Welcoming You in YOur Next Field.
Essa mudança não se deu em mim pela via externa do livre-arbítrio, mas deu-se pela via Interna da Libertação. Conforme partilhei numa mensagem IMpossible anterior, a minha passagem para a alimentação vegetariana no início de 2009 não foi um acto pensado nem gradual, foi instantâneo e total, sem sacrifício, sem hesitações, sem aprendizado nutricional preparatório. Porque foi uma consequência de correspondência, já iminente há algum tempo, ao meu estágio de Consciência. Cada mudança de estágio, que neste caso inclui passar-a-ser-vegetariana, significa apenas que deixo cair uma camada que nunca foi Minha - que nunca foi Nossa, em Origem-Destino-Humanidade - e passo cada vez mais a Ser Abaixo Quem Eu Sou Acima - Espírito na Matéria.
Não se trata, portanto, de não respeitar quem ainda não despertou dentro deste estágio, e muito menos de o apresentar como norma a impor de fora para dentro. Mas trata-se, sim, de corporificar uma das componentes do Protótipo do N*OVO Ser Humano na Nova Terra, e, portanto, é enquanto tal que o apresento e o aponto como Horizonte, de dentro para fora.
Uma coisa é respeitar quem ainda está no estágio anterior, outra coisa é ver alguém eleger e emitir esse estágio anterior, ou alguma variante transitória desse estágio anterior, como sendo um modelo a seguir.
Isto faz emergir em mim e evocar em ti a responsabilidade do Emissor.
Porque se tens uma audiência, tens uma responsabilidade correspondente,
e se estás aqui a ler estas palavras, deve ser porque existe entre Nós uma Ressonância de Código, e cabe a cada um de Nós sinalizar mutuamente onde o Código não está a ser Honrado na Emissão.
Nesta incontornável Arte de Ser Total, eu não mudei apenas o que como, eu mudei também o que falo e o que escrevo e o que toco e como toco e como me relaciono com tudo e todos. Enquanto ainda era tradutora de livros, já vinha excluindo do meu vocabulário todas as expressões idiomáticas que contêm referências animais, a maior parte delas de carácter predatório, por mais que fosse essa a correspondência exacta numa tradução. E incomoda-me a ideia de tal tradução feita por mim, ao passar pelo revisor, ser alterada de volta para a linguagem anterior, sendo o meu nome que saía como tradutora. Há coisas que se tornam mesmo incompatíveis, quando não é mais uma opção para nós fazer cedências que não respeitem a nossa Coesão Interna face ao Todo.
Corporificar não é adoptar uma crença ou uma teoria, é testemunhar em nós próprios todos os nossos constituintes e formas de nos relacionarmos com o mundo serem transformados, numa profunda e irreversível MetAmorFose como parte do Plano que viemos consumar Aqui e o qual confirmámos com o nosso SIM ao iniciarmos o processo consciente.
O respeito espontâneo daquele amigo face a este estágio em mim era o mesmo respeito que eu sentia no passado face aos vegetarianos quando eu ainda estava no estágio omnívoro. Nesse anterior estágio nunca emergiu em mim o ímpeto de emitir a noção de que ser omnívoro era o protótipo do Ser Humano, porque tal não corresponderia ao Código que trago em Mim. Mas no actual estágio tal ímpeto emergiu desde logo, porque esse Código passou a estar activo-integrado na minha Consciência. Mas mesmo antes, e porque este Código é imanente, nunca se deu em mim a menor reacção contrária à alimentação vegetariana, sentindo desde logo no meu ÍNtimo essa vertente como um estágio verticalmente à minha frente, eventualmente a integrar na minha horizontalidade, mas não como opção lateral adicional reversível - da mesma forma que o crescimento fisiológico não é uma opção lateral adicional reversível: em criança e adolescente, enquanto os meus pés cresciam, não era uma opção prática antecipar um número de sapatos posterior ao meu; mas retroceder ou permanecer num número de sapatos anterior ao meu, não era sequer uma opção.
Há um Ponto em que o contentor anterior simplesmente deixa de Servir.
Se não te deixas Actualizar Abaixo por Quem És Acima, ficas a servir no âmbito das tendências favorecidas pelo sistema estabelecido em infindáveis actualizações circulares (fechadas sobre si mesmas sem espiral)
num abaixo desligado do Acima.
Grounded?

Parque Marechal Carmona, Cascais, maria, Agosto 2017
Neste processo de trazer o Acima ao Abaixo,
decididamente os pés têm coisas a dizer nesta mensagem.
Permanecer num número de sapatos anterior é comparável ao que se vê na tradição secular chinesa conhecida por "pés de lótus", que deforma e comprime o crescimento dos pés das mulheres desde a tenra infância, por motivos que vão desde atractivos sexuais a factores económicos, disfarçados sob estatutos sociais. Há também quem tenha reparado numa semelhança entre o tamanho e formato dos pés destas mulheres chinesas e os pés das bonecas Barbie modelados para mini sapatos de saltos altos. É sabido que o uso consecutivo de sapatos de saltos altos tem igualmente motivadores e consequências que não são, no fundo, muito diferentes desses, apenas são menos directamente chocantes ao olhar, olhar a que os homens chineses daquela tradição eram 'poupados', por lei. É sabido também que as bailarinas clássicas submetem os seus pés a práticas anti-natura em nome do aprimoramento de uma técnica cujos motivadores e consequências também não são, no fundo, muito diferentes desses, e aqui o choque fica muito distante do olhar, face a tudo o que o bailado clássico oferece em palco aos sentidos externos dos seus apreciadores.
Porém, vivemos tempos de espreitar e expor os bastidores das culturas e tradições, para que o que se passa entre bastidores e palcos em todas as arenas da existência deixe de ser fragmentadoramente dissociado e dissociativo da Essência. Emergem então de dentro da própria cultura especialistas em expor os bastidores, em radiográfica beleza e brutalidade como faz a Starz, neste caso na série Flesh and Bone, de que só vi uns episódios iniciais, cuja abertura já evidencia visualmente o multi-foco nos pés e evidencia musicalmente a raiz em comum da obsessão ligada aos pés, quando a dança se perdeu da sua qualidade essencial em favor da técnica e/ou da sedução. Num paralelo acrescido, a própria dança-do-ventre, tão associada à sedução feminina, na sua origem nunca se destinou aos olhares masculinos e sim a funções rituais exclusivamente femininas.
A mutilação do Feminino por um Masculino auto-amputado que vem reduzindo a mulher à boneca-modelo-bailarina dançando na caixinha de música sob o comando de quem lhe dá corda - seja ela seja ele - só pode dar pseudo-vida a Black Swan, enquanto o Autêntico Cisne não Nascer
em Mulheres e Homens INteiros.

Na noite em que publiquei este conjunto no Círculo 10,
tive um Sonho que se integra aqui:
Tenho à minha frente vários homens-bonecos em representação e escala perfeitas, como miniaturas reais cristalizadas numa forma fixa, mas, todos cortados pela cintura. De Coração destroçado e Olhos líquidos, pego em cada parte de baixo e cada parte de cima, reconhecendo sem qualquer dúvida cada um deles e que parte pertence a quem, mesmo sem os conhecer, com a particularidade de todos terem idêntica configuração estética e a mesma idade, na faixa dos 30-35 anos – a idade em que a fragmentação masculina se cristalizou para dentro dos modelos que a sociedade impôs.
Está implícita uma Cura pelas [minhas] mãos, as Mãos da Mãe dos Homens . . .
Isto Comove-me Reverentemente.
Claramente, aquele conjunto fotográfico tocou a Dor Masculina, em Mim.
Homem, vês e sentes agora como Te Sinto,
na tua Dor ancestral, em mim visceral?
Trago-Te em Mim.
É Alegria que vim trazer-te, não acrescentar mais Dor.
Mas essa Alegria só pode ser Vivificada depois de atravessar essa Dor.
Pára de fugir da Dor . . .
. . . e a Alegria mais Profunda - de que tiveste o Vislumbre Acima quando te entreguei a Tua Criança Interior, e o Vislumbre Abaixo quando fizeste o primeiro contacto comigo - é tua por Inteiro, porque já o era desde o primeiro instante, na Totalidade Céu-Terra que magneticamente evocaste em mim, como se fossemos Um só Ser em dois corpos.

Por favor não separes o que Tu mesmo vieste Unir.
Porque também eu, Mulher, preciso de Curar e Consagrar essa Completude em mim, Aqui. Porque não reencontro o caminho para ti enquanto não voltares a Acusar Recepção de Tudo o que um dia Viste-Sentiste em Mim e depois descartaste como supérfluo, face à consumação indefinidamente adiada, sem perceberes que a causa do adiamento proveio-provém dessa fuga Libriana em ti em direcção unilateral ao prazer.
Vem para o meio, para aquele vazio potencial que pede para ser preenchido
entre o Abaixo e o Acima, o Espaço do Encontro,
sem o qual a Plenitude fica pela metade,
na infindável alternância do 'ou',
sem acesso à INfinitude do 'e'.

Se na relação íntima vês nos nossos corpos apenas a encarnação,
os ditos prazeres da carne, na cozinha como no quarto,
como é que podemos ter um Encontro Total?
Homem, lembra-te, eu levo TUDO de Mim para o Encontro!
Para me teres, tens de ter em ti Espaço Feminino qualitativo para receber toda a Minha Força, e Força Masculina qualitativa para penetrar todo o Espaço Feminino que Sou, nesta forma humana de Mulher.
Still, we will never know What How When we will Rise as Two in One . . .
. . . so let the Mystery Be . . .
And if lustful desire is all you see here,
then I shall be crystal clear:
For the Lover to Be,
Whole S*He Must Be,
for S*He has always Been
Sage Warrior King & Queen


O Dia 'V', no espírito em que me move e que expressei na medida possível no Círculo 10 culminando no filme Perfect Sense (2011), continuou a condução na linha cinemática em direcção a um outro filme que há dias sentia apelo em ver, embora tivesse a sensação de já o ter visto um tempo atrás, além do trailer na época do seu lançamento - The Impossible (2012). A temática do filme já me era conhecida, mas sentia necessidade de testemunhar aquela história real com outros olhos, no seguimento de vários sonhos em tempos recentes envolvendo vários tipos de tsunamis, e de certas conduções simultâneas que acabam por convergir para esta mensagem. As cenas que se salientam e dão o climax final ao filme viriam a acentuar a sua relevância aqui, no cruzamento com uma surpresa de última hora à noite e um sonho meu na manhã seguinte. Descrevo ambos em seguida.
A 5 minutos de terminar o dia, e já deitada para ir dormir, tendo acabado de enviar uma impressão telepática a alguém e pedir confirmação de recepção, e sentir de volta uma impressão no coração, nesse preciso instante ouço o som de múltiplas mensagens Whatsapp a entrarem de rajada no telemóvel (excepcionalmente deixado ON na rede e no wi-fi e no quarto ao lado - o habitual é deixá-lo em modo avião no meu posto no andar de baixo). Claro que tive de ir ver. Encontrei então 9 (!) "Oi" do meu filho Alexandre. Estava tão pleno de Si, que quis partilhar comigo o seu episódio Valentine acabado de acontecer, que partilho aqui com autorização dele, tendo-lhe explicado em que contexto o faço:
Estando Alexandre em São Paulo e a sua namorada V* (residente em SP mas em viagem na Europa) em Londres, o dia V teve lugar entre eles, o que não aconteceria se ambos estivessem em São Paulo, porque no Brasil o Dia dos Namorados não se celebra nessa data, facto que, juntamente com o nome de V*, forma uma Sincronia Hiper-Real dentro dos Desdobramentos desta mensagem. Ele descobriu então online uma loja de chocolates artesanais em Londres que aceitava encomendas virtuais para entregas locais e deu o endereço do hotel onde V* se encontra, fornecendo apenas o nome, uma vez que não sabia o nº do quarto. Desde as 14h ele ficou a aguardar um sinal de recepção dela, mas como não chegava, ele ia ligando repetidas vezes para Londres para se certificar da entrega ainda nesse dia, até que percebeu que o impasse só seria resolvido indicando o nº do quarto, pelo que, já bem junto à meia-noite, ele teve de perguntar disfarçadamente a ela o nº do quarto, e informar de seguida os outros que finalmente fizeram a entrega e ela recebeu, dando a ele o tão aguardado sinal de recepção. A alegria dos dois era tão transbordante que ele partilhou comigo um screen shot da conversa por Whapsapp que tinha acabado de ocorrer entre eles, e que me contagiou gratamente, pois senti-me a ser incluída naquela surpresa tão sincrónica (ao minuto!), como se a Vida, na sua Infinita Generosidade (e Humor!), me dissesse "Toma lá a resposta-surpresa que pediste." E acolhi a felicidade partilhada pelo meu filho nesse seu empenhado gesto de ternura bem conseguido e bem recebido. Ao longo dos anos, não têm conta as mensagens de que Alexandre tem sido entregador para mim, uma grande parte delas na forma musical, sem intenção consciente, outras em sonho onde ele tende a surgir com uma determinada idade ainda bem pequeno. Não é à toa que lhe chamo 'meu filho Antêninha'.
Tendo dormido e depois acordado antes do amanhecer, num sono já matinal tive um sonho de um brutal contraste face ao episódio da noite passada, com elementos aparentemente fora de contexto, mas que, sob observação consciente, evidenciaram o Insight a ligar todas estas peças. Relato as partes relevantes que podem ser compreensíveis aqui para quem não está dentro dos meus códigos:
Passa-se num ambiente que mistura pessoal (casa) com profissional (escritório), para poder incluir uma figura masculina que foi meu chefe há muitos anos. - Background: embora tivesse uma capacidade técnica reconhecível e chefiasse um dos maiores e mais importantes departamentos da empresa, era uma pessoa difícil de admirar e respeitar enquanto chefe, pois esperava que eu coordenasse espontaneamente um caos que era o dele e pelo qual eu não tinha o menor interesse e vocação para ordenar (uma admitida inadequação de perfil minha mas que só se tornava problemática com ele), além de se omitir onde seria de esperar que se colocasse, inclusive na representação dos seus colaboradores face à administração geral, mas não hesitar em assumir como seus as nossas ideias e os nossos triunfos, ao mesmo tempo que delegava em nós a responsabilidade pelos fracassos, excluindo a sua. A interacção era, portanto, extremamente dissonante e drenante para mim (e muitos colegas), sendo frustrante ter como chefe uma figura que não é para nós modelo nem facilitador da nossa expansão. - Ele e eu estamos desleixadamente sentadas lado a lado na mesma cama individual que serve de sofá junto à parede, e eu estou a-jogar-paciências-no-telemóvel (facto não correspondente à minha realidade passada, mas sendo aqui indicador de inércia), na falta dele me passar qualquer tarefa. Com uma certa indolência, ele indica então uma tarefa, e logo eu me levanto desligando as aplicações de jogos (que resistem a desligar-se no dispositivo) para executar a tarefa sem a adiar para o dia seguinte, mas olhando o relógio, vejo que já não daria para fazê-lo dentro do meu horário, e ele parecia contar com isso ao deixar a tarefa para o final do dia, como era frequente acontecer. Outros pormenores no sonho dão-me a leitura da conhecida postura sabotadora dele, ao passar-me apenas parte da informação que eu deveria saber como parte da minha função. Perante aquela impossibilidade, canalizo o meu iniciado ímpeto para pôr ordem no imenso caos daquele espaço misto, que supostamente é o meu, mas não espelha em nada o meu real sentido de ordem e pessoalidade. É como se fosse uma colonização do meu espaço por ele. Um indício disso é senti-lo a observar-me a colocar certas coisas de volta no lugar que eu tinha atribuído, com um ar condescendente-displicente como se eu estivesse apenas a ser neurótica. A certa altura apercebo-me de que se passou mais de 1h e que, embora soubesse que perdi as duas possibilidades de transporte de 'regresso a casa', isso perdeu a relevância dentro daquele meu ímpeto de romper a inércia, ao mesmo tempo que tomava consciência da pequenês arcaica de todo aquele contexto que invariavelmente não me correspondia. Como se essa minha canalização de energia ainda assim estivesse sendo direccionada de uma maneira redutora face ao meu Potencial-Tarefa-Destino.
Acordei deste sonho com uma imensa sensação de peso no corpo, como se aquele sonho nem sequer me pertencesse. Conforme o reconstituí no consciente, o puzzle maior foi tomando forma, sentindo de imediato um impulso de transmitir a Alexandre a enorme relevância do episódio dele.
No áudio que lhe enviei, esbocei a síntese que agora trago aqui:
Alexandre, nos seus 22 anos de idade, agiu em totalidade quadri-arquetípica - Amante, Guerreiro, Sábio, Rei. Comprovou-se assim o título de Príncipe, que V* (e mais alguém que a antecedeu) lhe atribui, em vista da postura dele. A motivação foi o Amor por V*, e nisto ele marca o princípio fundamental para ele que é deixar claro para a mulher que ama "Tu importas."
Isto é o Masculino Pleno num Homem, não dissociado, não fragmentado, porque age a partir do Feminino. Sem o Feminino por detrás, o acto pode ser seminal mas não é fecundo. Se há um Amante inicial que faz emergir um Rei, também há um Amante final que tem por detrás um Rei/Rainha. Ele foi inicial e final nesse gesto. Eu tive de lho dizer para que ele possa guardar como referência consciente, sabendo ele bem das suas inseguranças e fragmentações.
Claro que o factor receptividade da Mulher é mobilizador e essa receptividade pode ser questionável, e ele já foi dolorosamente rejeitado, apesar do seu título. Mas eu afirmo que um Homem corre muito mais riscos ao omitir os seus gestos de pura ternura endereçada (!) a uma Mulher do que o contrário. A cena que ficou famosa no filme Love Actually (2003) em que um homem declara o seu amor numa serenata escrita em sucessivas folhas de papel à mulher que vai casar com o seu melhor amigo é uma persistente ilustração disso.
Nos paralelos, comecei por lhe dar o contraste, falando-lhe do meu sonho, daquele homem e do quanto ele corporificou para mim o oposto disso no campo profissional, afectando-me no todo. Essa recorrente espera na minha vida pelo Real Acto Masculino que não acontece, dentro e fora . . . uma inércia que parece ter vontade própria . . . mas agora a sua raiz foi exposta, e não me pertence . . . e não te pertence . . .
Falei-lhe que a motivação que vem de dentro move a criatividade e a determinação, rompendo obstáculos em vez de usá-los como desculpa e justificação da inércia. Falei-lhe de alguns outros exemplos de homens na minha vida, que, porventura não sentindo tal motivação no nível interno em que ela verdadeiramente move, não conseguem agir nessa totalidade intrinsecamente mobilizadora (fecunda), mesmo que sejam hiper-activos e hiper-eficientes nas suas actividades (seminal). Mesmo que esse Amor esteja lá, no fundo do seu Ser, à espera de se tornar a prioridade que move. Não é isso que vemos acontecer em Perfect Sense?
Falei-lhe do filme The Impossible, onde aquele caos de causas naturais mobiliza pessoas nessa totalidade que intrinsecamente estabelece as prioridades. Falei-lhe daquela mãe Maria caminhando com o filho Lucas por entre os destroços em direcção a uma árvore que os poria a salvo, se deter ao ouvir uma voz pedindo ajuda, apesar de ela própria estar toda rebentada e sangrando gravemente, e quando Lucas reage contrariamente priorizando o seu próprio bem-estar e o da mãe, ela olha-o nos olhos segurando-lhe nas duas faces e diz-lhe docemente "Nem que seja a última coisa que fazemos." E essa coisa viria a ser a mais preciosa lição que Lucas aprendeu com ela. Por isso aquele abraço sem palavras entre mãe e filho no final do filme é Tudo. Isto também é O Masculino Pleno emergindo no filho através da mãe.
Perante este conjunto, o Insight que se salientou, confirmando tantas outras observações já citadas, é: - A inércia só é possível no Masculino, quer no Homem quer na Mulher. Para o Feminino, quer no Homem quer na Mulher, inércia não é uma opção. É preciso olhar mais fundo para tudo para perceber isto por entre as deturpações que se instalaram. Assim se compreende a distinção entre Acção (fecunda) e actividades (seminal), e como a escassez no mundo é causada pela carência da primeira e os excessos no mundo são causados pela mesma carência, apenas ocupada pelas segundas.
Naquele sonho, o meu antigo chefe espelha o masculino arcaico em mim, para eu o sentir visceralmente e libertar-me do peso que resta dessa herança, por mim e por todos nós.
Então as evidências apontam para a mesma confirmação:




A Mulher que busca o aprofundamento do Masculino em si mesma Sabe que o N*OVO Masculino só pode emergir dessa Integração nela, conforme testemunhei naquele outro sonho meu citado noutro segmento acima.
O Homem que não sente motivação em aprofundar o Masculino em si mesmo, no fundo também Sabe que o N*OVO Masculino irá emergir a partir do Feminino Integrado. Abençoados todos os que estão atentos.
O Homem não abre espaço para o seu Feminino transformando-se em mulher, ou melhor, na sua percepção do que é ser Mulher.
A Mulher não entra em contacto com o Masculino em si mesma transformando-se numa repetição do homem que ainda age a partir do masculino arcaico, esvaziado de Feminino.
O fenómeno transgénero, no seu aspecto mais fisicamente cru da mudança cirúrgica de sexo - que por sinal é bastante motivado por fabricar órgãos genitais que funcionem em actos sexuais, o que também nos permite perceber a fácil aceitação de robôs para essa mesma função sexual - é um entre muitos fenómenos sociais que reflecte a personalidade a imitar externamente a Integração que não está a acontecer internamente. O movimento transgénero pode ter várias motivações, algumas admissivelmente até legítimas do ponto de vista espiritual, mas em última instância o que precisa de ser afirmado é: - Podes até fazer o que entenderes do teu corpo, apenas não chames ou esperes ser chamada/o Mulher ou Homem em função do resultado obtido numa cirurgia de mudança de sexo. Nenhuma lei humana mudará as Leis inerentes à Criação!
Quando o externo substitui o interno em vez de ser uma consequência genuína de Integração manifestando-se externamente, ainda estamos perante a con-fusão que antecede a Fusão. Quando os princípios internos são apropriados pela personalidade externa - personalidade tridimensional ainda não integrada à Essência - tudo o que vemos é imitação, repetição, clonagem, colonização. Eis dois artigos que li recentemente no seguimento de ter visto o vídeo abaixo, e que podem ser um contributo esclarecedor, fazendo também uma ponte com o meu sonho descrito neste segmento, no que diz respeito à colonização dos espaços femininos, quer humanos quer planetários:
Em todo este processo, diria que o mais precioso trabalho do Homem é tornar-se um facilitador da Mulher na sua recuperação da Integridade que lhe foi roubada. Só então também ele voltará a ter acesso ao seu Feminino, de onde irá emergir o N*OVO Masculino. Só então Homens e Mulheres poderão voltar a Ver-Se mutuamente como Inteiros.
Quando termina a con-fusão inicia-se a Fusão.
É essa Visão final que amo no filme Perfect Sense.
"eyes closed,
oblivious to the world around them,
because that is how Life goes on. Like that."
Innerstanding Wo*Man
Being Wo*Man
I m.



