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Síntese Arco-Íris :: Jogo ?

  • Foto do escritor: maria-tudo
    maria-tudo
  • 5 de out. de 2022
  • 5 min de leitura

Atualizado: 24 de abr. de 2025




" J o g o d o A r c o - í r i S "



Na sequência da publicação de Setembro no 10, esta criação foi dedicada e oferecida ao meu novo sobrinho no seu 2º aniversário, assinalando o meu 1º encontro com ele nessa data. Inspirou-se numa imagem surgida no meu interior dois dias antes, de círculos coloridos parcialmente inseridos uns nos outros numa sequência em arco-íris. Concebida e executada apenas nesses dois dias, foi adquirindo forma e conteúdo em arte dinâmica e contemplativa de significado e função interior-exterior. Ainda sem título, parecia assumir-se como um jogo sem idades, já que a cada idade ele pode evocar e invocar renovadas dinâmicas de re-significado de acordo com a matur-idade, vivificando a componente lúdica como uma constante ao longo do espectro de crescimento do Ser Humano alinhado a um eixo central conectado ao Coração.


Ainda em processo auto-generativo, nesse jogo entre exterior e interior,

constantes e variáveis vão-se revelando:



Na matriz, parti do meu mini-círculo de 4cm, acrescendo 2cm a cada, o maior tem 16cm.

Todos os círculos têm dupla face, de um lado a sequência em cores claras, do outro a sequência em cores escuras – nuances na abordagem à vida. A linha de contorno de cada círculo apresenta a cor do círculo seguinte, indicando assim a ordem e direcção, em que o último e menor (violeta) remete novamente para o primeiro e maior (vermelho), gerando essa contínua dinâmica em ciclos integrativos entre centro e periferia,

sempre de volta ao Centro, guardião do Coração.


Além das 7 cores do arco-íris nas duas nuances, no interior de cada círculo está presente o preto e no coração está presente o branco – o primeiro contendo as cores em potencial, o último contendo as cores em síntese. O tecido preto (aderente a quente) tem também a função física de dar estrutura aos círculos para os manter firmes e planos na sua mobilidade.


Ao centro de cada círculo, um ponto de abertura é passagem axial (pauzinho preto) alinhando e unindo todos os centros. Na formação interior encaixam-se os círculos do menor para o maior com a ajuda de um dedo no interior do menor a empurrar todos, alinhando os centros um a um com o eixo. Na formação exterior sobrepõem-se os círculos em vez de os encaixar. Com os centros alinhados e atravessados pelo pauzinho, ambas as formações são possíveis na vertente suspensa pelo fio preto. Com os centros alinhados sem o pauzinho é possível atravessá-los com o olhar.


Como não tive oportunidade de entregar e apresentar o presente em mão ao sobrinho, já cansado de abrir presentes, pouco antes da minha hora de partida encontrei este lugar junto à janela no seu quarto para o deixar secretamente suspenso, dando oportunidade de registar esta vertente já no seu espaço íntimo.


Enquanto peça de arte dinâmica no seu todo, deve ser apresentada, em criança como em adulto, nesse todo que dá sentido às partes, na arte como no jogo, podendo ser uma presença evocadora e invocadora do que cada um nela projectar ou ela projectar em cada um, consoante onde e como for exposta. Para a criança pequena, pede atenção e presença dos pais como principais referenciais, sintonizados entre si e no tipo de propostas que esta particular peça oferece, estimulando os sentidos físicos a par dos sentidos subtis, combinando interacção e contemplação.


Enquanto jogo, não pressupõe um objectivo a alcançar, propõe antes significados a descobrir e explorar. Pode ser um jogo em família – por exemplo desenhando ou recortando miniaturas significativas e guardando-as no interior de círculos escolhidos para o outro encontrar seguindo directrizes codificadas pelos participantes. Pode ser um jogo individual - conforme a criança vai sentindo o significado do Coração, círculos, cores, pode querer trazer o coração a um círculo por si escolhido para guardar algo em particular, OU, querer guardar junto ao coração dentro do menor círculo guardião as suas preferências mais constantes, que vão revelando dons e construindo os seus valores progressivamente mais integrados e portanto presentes na sua memória interior.


O jogo pode tornar-se um diário da Arte de Ser e Viver,

trazendo a si, ao Coração, todas as vivências.


::


Se fosse apenas pela apresentação desta criação, talvez ficasse reservada ao seu destinatário e familiares próximos, mas neste contínuo auto-generativo, um insight ficou a emitir, justificando esta partilha aqui.


Em retrospectiva, recuando ao início de Setembro, no aniversário do filho Afonso enviei-lhe um conjunto de arte & escrita e um momento dedicado a ele em que abri o livro Diálogo com os Anjos(*) junto a uma vela/chama acesa. Onde o livro se abriu, li ambas as páginas (198-199), a segunda bastante condizente com o dia de celebração de nascimento e um outro ponto actual, mas foi a primeira que me levou a ler e registar aquele ENCONTRO completo. O eco que deixou em mim e se tem re-evocado na sequência desta nova criação - "Tu vais inventar jogos . . ." - na altura comoveu-me em surpreendente e impactante ressonância. Relendo-o agora, tantos são os pontos de encontro que se avivam após esta nova criação e sua apresentação, unindo tantos outros pontos ao longo do meu percurso de vida, os quais convergem na linha criativa maria-tudo e seus inevitáveis códigos auto-revelados, que o/a leitor/a sintonizado/a teve oportunidade de testemunhar e comungar como direcção comum desdobrada nas sequências IMpossible e I.M.possible Future. Nesta última incluí numa das mensagens um apontamento sobre o jogo (Rummikub) que poderá ter passado despercebido no seu sentido que aqui agora se renova - ali não há adversários, competidores, vencedores, vencidos, batota, sabotagem, manipulação, não há ambição, há aspiração, não há estratégia, há fluxo cooperativo em constante dinâmica criativa, nunca repetitiva para os sentidos integrais. Ali, onde passei a jogar sozinha com um segundo 'participante' que represento fielmente, esqueço-me de mim e até de quem é a vez de jogar, ao mesmo tempo que me uno aos filhos em memórias cúmplices que o tempo não tem chances de apagar, porque este arquivo de memórias não pertence ao tempo . . .


Não pertence ao tempo o código que conduz ao novo jogo.

Não admira que na infância e adolescência, quando o irmão insistia para eu jogar com ele - xadrez, damas, monopólio, batalhas . . . - ia arrastada, porque em todos estava o mesmo velho jogo que não condizia com o meu código interno. E por mais que o novo jogo faça parte da minha primeira natureza, é tão difícil apresentá-lo ao outro - por um lado parece que tudo tem de ser explicado, por outro a explicação não encontra canal e código para chegar ao outro, por mais que aparentemente vivamos na era da comunicação, ao ponto do absurdo . . . Realmente, sozinha torna-se a constante, mas apenas externamente, pois internamente a Lei da Sincronia actua em contínuo, conduzindo o fluxo rumo ao nosso Destino, por mais que certas forças e certos olhares externos tudo distorçam e julguem controlar . . .


O tanto que haja a explicar a respeito desta nova criação como jogo, próximo para uns e distante para outros, a seu tempo poderá emergir em formas surpreendentes, dissolvendo fronteiras de linguagem como parte da função universalizante da Arte.

Por agora, esta é a síntese Arco-Íris que tinha a revelar e traduzir.



. . . há Arcos que só se completam por dentro . . .





I.M.

m.




Post Scriptum


Eis parte do conjunto arte & escrita enviado a Afonso no seu aniversário

- escolhi e colori a mandala contendo essa frase atrás e escrevi a síntese.

(melhor em modo expandido para sentir os diferentes olhares)



Eis a tomada de consciência central:

  • ou ÉS TU que VÊS TUDO esfericamente por estares conectado à FONTE da existência em TI

  • ou passas a ser alvo de vigilância e controlo tecnológicos absolutos por forças externas explícita e implicitamente infiltradas em tudo, dissimuladas em falsos valores altruístas e progressistas.

Que OLHOS e que OLHAR é que vais nutrir na tua consciência?


.



. . . o OLHAR que atravessa os 7 centros alinhados por dentro não se engana . . .



(*) Talking With Angels, Dialogue 26 with Lili - PDF, pages 380-388 | audio in video

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