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LA VIE . . . maison en révision

  • Foto do escritor: maria-tudo
    maria-tudo
  • 13 de dez. de 2021
  • 6 min de leitura

Atualizado: 24 de abr. de 2025

13 Dez. 2021






Revendo o meu arquivo de revistas de arquitectura-design-decoração de interiores,

ontem peguei numa pasta em que me saíram duas edições francesas.

Folheei a primeira, de 2005, e marquei o que saltou à vista.

Folheei a segunda, de 2000, e . . . sem nada marcar nesta, dei comigo a parar neste único título acima, a meio da revista, a abranger a largura total de duas páginas lado a lado, onde permaneceu aberta até hoje, percebendo eu a condução recebida e a transmitir. Voltei então à primeira revista e, sem recortar o papel com tesoura, fotografei as seis partes salientadas e recortei-editei digitalmente o que ficou em excesso. Reservando a primeira das seis para o final, ao reuni-las aqui na sequência em que surgiram, claramente este outro título tinha de ficar sobre si mesmo e as quatro seguintes tinham de ficar sobre si mesmas . . . como sempre, conduzindo a leituras não-lineares dentro da linearidade . . .







A quem aqui vem, por aqui passa, nota uma longa ausência, após retorno por mim anunciado há mais de um mês, talvez pense que tenho passado este tempo a compor mensagens. Não. Ainda que as mensagens se venham escrevendo dentro de mim, e isso seja em si mesmo Acto/Agente, este tempo, acentuadamente Novembro, tem sido passado na revisão da minha casa. Uma revisão que traduz o culminar de uma necessidade de actualização deste espaço que habito localmente e me habita não localmente como ponte entre interior e exterior, para reflectir uma maturidade reNOVAda, pondo em dia resoluções reparações revisões ideias continuamente adiadas perante a impossibilidade de realizar as manutenções necessárias de maior porte, mas que agora deixaram de me impedir de realizar as manutenções possíveis de qualquer porte. Diria que este movimento se iniciou no começo de 2020 quando restaurei e instalei a nova porta de entrada, ainda antes de se desencadear a conjuntura actual, que passou a pôr a CASA-Casa-casa planetária em revisão.


(recorte que tinha escapado na segunda revista).

Então, a revisão do arquivo de revistas não teve intuito de consulta estética, surge antes na sequência da selecção do que manter e do que descartar. Assim como as mudanças dentro de casa não tiveram esse intuito específico, nem implicaram visitas ou aquisições em lojas. São mudanças de carácter íntimo reflectidas numa reNOVAda harmonia que imprime neutralidade e centragem como constante, integrando variáveis impermanentes em apontamentos de cor inerente à forma original, expressão dinâmica criativa de significado com tendência a retornar ao esvaziamento, permitindo que o vazio seja preenchido momento a momento em episódios que transcendem os sentidos externos e apelam aos sentidos internos. Como este que estou a partilhar aqui, que através de um meio estético - aquelas revistas específicas - traz o nível externo das realidades no teatro global, com seus sucessivos cenários e eventos aparentemente deterministas e impeditivos, para dentro da Realidade que está em construção a partir do nível interno, à qual os mass media (e muita media alternativa) são alheios. Esta é a RYAL vibração radiante do Futuro que trago em mim como Código da Vida.


Eis duas referências em que a minha casa reflecte esse Código:

A já partilhada única tv, preta, late 80s state of the art, que tem como imagem constante a floresta densa a contornar montanhas suíças sob um céu cinzento-prateado (foto tirada e oferecida num Natal pelo sobrinho H.C. que vive na Suíça); em cima dela, o candelabro acrílico (5) preto ao lado da natureza viva no vaso preto; em baixo dela, duas caixas pretas contendo criações maria tudo (Postais Circulares e S.M.S. = Soul Message Service); por detrás dela, acende-se uma luz, que mal se vê quando outras luzes põem o foco no que está à frente (flash), mas sem estas, revela-se, velada, definindo contornos que eliminam sombras, apelando a ver para além do que está à frente - da tele-visão à visão-tela-interior; suspenso do tecto sobre o conjunto, o Fruto da Vida no Aro, preto e prateado iridescente.



O já partilhado postal criado e oferecido pelo filho Alexandre quando criança,

em que trocou 1 letra e 1 palavra para inserir vida.



Este postal evocou-se em duas direcções:

Ontem, com a primeira das seis imagens que reservei para o final, abaixo;

Hoje, com uma obra recém publicada com o título TRIUMPH, que na sua composição visual e textual é ponte sincrónica com a minha anterior e actual transmissão.

Almas que se reconhecem na Arte de Viver em Serviço à Vida . . .


. . . e assim a Vida me revestiu de Primavera em Outono . . .



I.M.

m.





Post Scriptum

28 Dezembro 2021


Cinco dias depois (18 Dez.), chegada a vez de lavar as cortinas interiores do louçeiro, tendo este retornado ao seu lugar original, após anos num lugar desarmónico não escolhido por mim, e ficando agora de face para a janela, dei comigo em frente a ele numa captação InSight. Partilhei-o nesse sentido com os filhos, em foto (apenas a primeira no slideshow a seguir) seguida do respectivo testemunho abaixo dela.

Dez dias depois (28 Dez.) partilho-os agora aqui em desdobramento, após sentir continuamente que, a qualquer outra transmissão que emerge, esta põe-se sempre à frente, como uma incontornável emergência perante a dificuldade de passar a Mensagem sem que esta fique retida à superfície pelo receptor . . .


Porque os tempos urgem, sinto-me cada vez menos estimulada a continuar a alimentar campos intelectivos com mensagens que apenas sejam captadas como material for analysis segundo parâmetros convencionados, sejam estes de que cariz forem - do mais mundano ao mais espiritual, para este efeito dá no mesmo. Enquanto espiritualidade for um objecto de estudo entre outros, uma área da vida entre outras, em vez do SOLO de onde TUDO brota e confere autêntica IDentidade, tudo é desvio dispersivo de Energia, que assim deixa de ser orientada-concentrada no que está a ser pedido para terminar, que põe um fim definitivo na actual cadeia de cenários e eventos artificiais, passando do 'processamento mental de ideias sobre a realidade', que perpetua o modo de adiamento auto-justificativo, à própria Realidade, que nos posiciona firmemente dentro da LEI INTERNA, incompatível com qualquer acto dito 'legal' ou 'ilegal' que A viole. Toda a Atenção que INvisto e INvoco orienta-se magneticamente nesta única direcção, que transparece em cada acto, em cada olhar . . .


Slideshow | 4 imagens


"Vejam como as projecções em volta, dentro e fora de casa, se combinam com os recortes colados nos vidros e com o conteúdo interior . . . quem não conhece o conteúdo interior e ainda não se aproximou para ver os recortes e apenas vê partes de tudo combinadas à superfície . . . pode ficar confuso . . .


Na forma parcial em que os outros tendem a ver-me, assim me sinto . . .

Na minha forma integral de Ser, assim me sinto, na transparência que sou aos olhos de quem entre em comunhão interior/integral comigo, sem hipótese de se/me confundir.

Por isso, a cortina voltará após lavagem, reservando o conteúdo interior e permitindo distinguir todas as projecções de fora, até que uma aproximação permita ver primeiro o que lá está colado, que é uma câmara de transição de fora para dentro . . .

portal dimensional do Ser


SINTAM nisto a INtimidade que sempre nutri e continuo a nutrir em nós e entre nós,

levem isso para a vossa vida, na relação consigo mesmos e com tudo e todos"


::


Todos os recortes colados por dentro dos vidros das portas superiores estão lá há perto de 15 anos, continuam válidos, por isso, tanto podem ficar como sair. O que estava no vidro superior direito, esse sim, esvaziou a sua validade no sentido ali expresso, por isso, saiu, agora vazio . . . Por todos os vidros passou escrita e arte, desenhada pintada recortada por filhos e mãe.


O louçeiro pertenceu à casa dos meus avós paternos, viu crescer o meu pai e fez parte muito viva da minha infância. Nunca planeei que ele viesse para minha casa, mas o certo é que veio desde o início aqui, numa emergência de resgate sob risco de ser ilicitamente apropriado, e acabou por ficar. Assim como outras peças de mobiliário e objectos significativos, incluindo as muitas rendas de crochet da avó, que nesta revisão também lavei e organizei, destacando esta abaixo, provavelmente a última, com o gesto típico da laçada puxada por quem interrompe a obra para retomar depois, mas viu-se impedida de o fazer pelas circunstâncias, porventura motivadas por uma orientação para terminar

. . . uma obra sobejamente cumprida.


Que destino terá/terão todas estas rendas de que me vi herdeira, que nunca chegaram a ser aplicadas mas que agora, sob um olhar concentrado, se assemelham a linhas de código . . . é um contínuo mistério . . . assim como Família é um mistério, quer nas suas continuidades quer nas suas descontinuidades . . . e saudades . . .


Slideshow | 6 imagens



A revisão, essa continua . . .

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